A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Irrigação

 

Eficiência na agricultura irrigada

Equipamentos e serviços da Valmont colaboram para ampliar a renda do produtor e diminuir os riscos da atividade no campo

A Granja do Ano – Qual o papel da irrigação num momento em que os produtores precisam ampliar seus rendimentos sem incorporar novas áreas?

Bernhard Kiep – A irrigação é uma alternativa muito interessante para o produtor diversificar sua atividade, explorar culturas de maior valor agregado e evitar frustrações de safra por falta de chuvas. Ao permitir a intensificação do uso da terra, a irrigação requer mudanças na gestão do negócio, nos tratos culturais, na mecanização, enfim, em todo o sistema produtivo – isso muda o perfil da propriedade rural. Cria-se uma alternativa para o crescimento do negócio: multiplicação da produção e do faturamento sem aumento de área e com menor risco. Dessa forma, a agricultura irrigada é importante para aumentar a renda no campo, gerar empregos e criar melhores condições para o homem do campo.

Como está o mercado de produtos voltados à irrigação no Brasil? A demanda vem crescendo nos últimos anos?

O mercado de sistemas de irrigação no Brasil vem crescendo desde 2009 e deve ter mais um ano recorde em 2012. Esse incremento é puxado pelo crescimento da renda agrícola no período e a perspectiva de aumento da demanda por alimentos nos próximos anos. A indústria tem acompanhado esse crescimento investindo em capacidade de produção e novas tecnologias. O agricultor brasileiro tem à disposição sistemas de irrigação no mesmo nível tecnológico de países onde a agricultura irrigada é muito mais forte e importante.

Quais os desafios para ampliar a área com culturas irrigadas no país?

Os principais entraves são a outorga de uso de recursos hídricos, o licenciamento ambiental e a disponibilidade de energia elétrica. O potencial do Brasil é muito maior que o atual nível de atividade, muitos projetos estão aguardando licenças ambientais e/ ou a outorga de uso de recursos hídricos e outros, a disponibilidade de energia elétrica. A lentidão e a pouca transparência dos processos são uma importante barreira. Algumas ações isoladas de governos estaduais buscam melhorar o processo de obtenção da outorga, o que é louvável, mas ainda é muito cedo para medir os resultados. Associada a tudo isso temos também a insegurança jurídica fruto da longa discussão do Código Florestal.

Quais são as tecnologias mais recentes apresentadas pela Valmont e o que podemos esperar de novidades para os próximos meses?

Nos últimos anos a Valmont tem lançado no Brasil tecnologias de ponta alinhadas com o que a empresa oferece globalmente. O sistema de automação Base Station é um exemplo disso. Permite ao produtor controlar seus equipamentos a partir de um computador no escritório, economizando energia elétrica, reduzindo a demanda por mão de obra e tornando mais eficiente o uso da água. Outro exemplo disso é o sistema de irrigação de precisão VIP, que aumenta consideravelmente a eficiência de uso da água. Agora, estamos lançando o Corner, uma opção que pode ser colocada na extremidade do pivô central e permite um melhor aproveitamento da área irrigada. Esse equipamento, inédito no Brasil, permitirá aos irrigantes aumentar a área irrigada sem necessidade de novas áreas, além de facilitar as operações por deixar áreas menores sem irrigação. Em suma, temos investido em tecnologias e sistemas que melhorem a eficiência do uso da água na agricultura irrigada e facilitem a gestão do negócio. E isso não significa apenas produtos, mas também serviços. Desde o ano passado formalizamos nossa parceria com a Irriger para levar a mais irrigantes essa formidável ferramenta de gestão da irrigação – hoje temos quase 60 técnicos espalhados pelo país visitando nossos clientes periodicamente para auxiliá-los na decisão da irrigação. Nossa rede de distribuidores Valley também participa desse processo, e a qualificação dos profissionais para criar projetos cada vez mais adequados às necessidades dos produtores é constante. Da mesma forma, os técnicos responsáveis pela montagem e pela manutenção dos sistemas também têm sido qualificados para acompanhar a evolução tecnológica.

Bernhard Kiep é presidente do Conselho da Valmont no Brasil