A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Pecuária de Corte

 

Genética para ampliar a produtividade

Trabalho de melhoramento da CFM é referência na pecuária brasileira e comemora importantes conquistas no mercado internacional

A Granja do Ano – Qual é a importância do trabalho de melhoramento genético realizado pela CFM para a evolução da pecuária brasileira?

David Makin – O programa de melhoramento genético da CFM teve início em 1980, com base em características de real valor econômico, como ganho de peso e precocidade sexual. Fomos o primeiro programa de seleção de Nelore aprovado pelo Ministério da Agricultura para receber o CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção. Também fomos pioneiros no uso de avaliações visuais da carcaça, melhorando os rendimentos dos animais ao abate e a precocidade de acabamento. Temos certeza de que todo este pioneirismo, com foco econômico e resultados sólidos ao longo destes 33 anos de seleção, é a principal contribuição do trabalho da CFM para a pecuária brasileira. Tanto que a CFM é uma das principais fontes de genética para os principais programas de melhoramento genético de CEIP do mercado, totalizando quase 1,5 milhão de doses de sêmen produzidas.

Quais foram as principais conquistas da atuação da CFM nos últimos meses?

Este ano foi muito importante para o legado da CFM, pois realizamos a primeira exportação de touros da história da empresa, com o envio de 40 touros para o Paraguai. Esta exportação é um marco no trabalho do grupo, colocando a empresa como fonte de genética e know-how não apenas para os 20 estados brasileiros que usam os touros CFM, mas, também, em países vizinhos. Sabemos que a genética CFM já é utilizada em outros países da América Latina através das exportações de sêmen, mas fazer uma exportação de touros, que envolve um processo mais detalhado de quarentena oficial, sob supervisão do serviço veterinário oficial dos dois países, comprova o real interesse de pecuaristas estrangeiros.

E quais são os planos e projetos para o segundo semestre de 2012 e para 2013?

O segundo semestre é quando concentramos as vendas de touros da CFM, com cerca de 80% das vendas do grupo. Acabamos de ter a abertura da nova safra de touros com o 14º Megaleilão CFM e, este ano, estamos lançando mais uma novidade ao mercado que chamamos de “Descontão na Área”, onde os clientes atuais da CFM puderam indicar novos clientes e tanto ele quanto o novo cliente receberam benefícios comerciais extras. Entendemos que esta é a forma mais justa e correta de aumentarmos a relação de confiança com os nossos clientes. Na estratégia interna, este segundo semestre e 2013 continuam pautados na gestão dos projetos de investimentos e intensificação da pecuária nas fazendas do Mato Grosso do Sul e da Bahia, que terminaram de receber as matrizes que ainda estavam parcialmente alojadas nas fazendas de São Paulo, tendo início um novo plano de cinco anos de investimentos.

Na sua opinião, quais são os principais diferenciais de qualidade da pecuária brasileira diante dos concorrentes internacionais?

O Brasil continua com grandes diferenciais quando comparado aos demais players do mercado internacional. Sem sombra de dúvidas, o potencial de produção brasileiro com possibilidade de uso de pastagens aliado ao clima tropical e às condições pluviométricas são os grandes alicerces da pecuária nacional. O uso de tecnologia e intensificação da produção tem ajudado os produtores a produzirem mais com menor uso de recursos. Mas ainda temos vários tópicos a serem melhorados para que nossos pontos fortes prevaleçam. Ainda temos muito que fazer nas áreas de gestão, otimização do uso da mão de obra, que vem apresentando aumentos significativos nos custos de produção, e melhorar a integração da cadeia com melhoria no relacionamento com a indústria. Desta forma, tanto o produtor como a indústria podem trabalhar por objetivos comuns, com ambos participando em conjunto deste mercado potencial.

David Makin é presidente da Agro-Pecuária CFM