A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

BANCO

O finaciador número um do campo

A Granja do Ano — O que a instituição tem feito para facilitar, tornar mais práticos os processos de aquisição de financiamentos dos produtores junto às agências?

Ricardo Conceição — O Banco do Brasil reestruturou os processos negociais voltados à cadeia produtiva de aves e suínos. Dentre as diversas melhorias alcançadas, o principal avanço foi na simplificação e padronização da análise das propostas de financiamento dos produtores rurais abrangidos pelos Convênios de Integração – BB Convir. Com o novo modelo o processo de concessão dos créditos ganhou simplicidade e agilidade. Na aquisição de máquinas e implementos agrícolas, o Banco do Brasil lançou modalidade de convênio que estabelece parceria com as empresas que fabricam e/ou comercializam máquinas, equipamentos, implementos e insumos agropecuários. Trata-se do BB Revenda Conveniada, que tem como finalidade criar mecanismos facilitadores para o atendimento aos clientes, semelhante ao que ocorre nos financiamentos realizados pelos bancos de montadoras. Nesse modelo, a conveniada orienta o produtor sobre as linhas de crédito disponíveis, coleta a documentação necessária ao estudo da proposta de financiamento e acompanha o andamento do processo de crédito junto ao Banco. Propicia, dessa forma, agilidade e qualidade na concessão do financiamento e na resposta ao cliente.

P — Quais são as maneiras possíveis (os mecanismos de apoio) que uma instituição de crédito como o Banco do Brasil pode lançar mão para auxiliar o produtor que passa por dificuldades graves como atualmente?

R — As dificuldades enfrentadas pelo produtor rural brasileiro na última safra, especialmente em função do aviltamento de preços de algumas commodities, evidenciaram a importância de estimular o agropecuarista a adotar instrumentos de mercado para proteção de preço de comercialização de seus produtos. A Resolução 3369 dispõe sobre ajustes nas normas de financiamentos contratados com recursos controlados do crédito rural, a partir da safra 2006/2007. Dentre as principais mudanças está a prerrogativa de se conceder um adicional de custeio, com recursos do MCR 6.2, para produtores que conjugarem o crédito com mecanismo de proteção de preço baseado em contratos futuros ou de opções agropecuários. A adoção de mecanismo de proteção junto aos créditos de custeio, permite assegurar margem de ganho ao produtor rural sobre o montante protegido, principalmente aos produtores rurais que cultivam algodão, café, milho, soja e ou atuem no segmento pecuário. O Banco oferece linhas de crédito e outras formas alternativas de financiamento, faz uso de mecanismos de redução de riscos, soluções de comercialização e logística, bem como novos modelos de negócios.

P — Quais são as novidades do Banco do Brasil no que se refere a linhas de financiamento (custeio e investimento) para a safra 2006/2007? Quem pode se beneficiar destas linhas?

R — No Crédito de Custeio e Comercialização, os valores disponibilizados para custeio e comercialização da agricultura comercial na próxima safra, terão acréscimo de 25% em comparação a safra 2005/2006. A taxa anual de juros de custeio foi mantida em 8,75%. Mas o produtor rural terá uma taxa média de juros menor por conta do aumento de 44% no volume de recursos a taxas controladas. A participação dos recursos a taxas controladas no volume total de crédito para custeio e comercialização passa de 63% em 2005/06, para 73% na safra 2006/07. No Crédito de Investimento, uma das boas notícias é a redução na taxa anual de juros de três linhas de crédito: Finame Agrícola Especial (de 13,95% para 12,35%), do programa para cooperativas – Prodecoop (de 10,75% para 8,75%) e Moderfrota (com taxa que varia de acordo com a renda bruta anual dos produtores). Para renda de até R$ 250 mil, os juros caíram de 9,75% para 8,75%. Para renda superior, a taxa cai de 12,75% para 10,75%. Na safra passada o limite de corte da renda para efeito de definição da taxa de juros era de R$ 150 mil. Dessa forma, um maior número de produtores serão beneficiados pela taxa mais baixa, de 8,75%. Outro ponto importante é que o Moderfrota passa a permitir o financiamento de máquinas usadas

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