A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

PRODUTOR DE SOJA

Produtividade é a alma do negócio

A Granja do Ano — Quais são as perspectivas e planos da empresa para a soja na safra 2006/2007 quanto à produção e à produtividade? Haverá a manutenção da área da última safra? Por quê?

Itamar Locks — A Divisão Agro irá reduzir 10% de sua área de plantio em virtude da atual situação econômica do setor. A nossa estratégia a partir de agora é investir na produtividade da lavoura com o objetivo de manter a atividade saudável.

P — Qual a sua avaliação do recente “pacote” anunciado pelo governo para auxiliar o campo? As medidas efetivamente produzirão algum efeito prático para aliviar a crise do setor? Por quê?

R — Na minha opinião as medidas chegaram tarde e contemplaram apenas o passado. O produtor continuou sem receita porque as medidas não resguardaram a situação presente e nem futura dos sojicultores.

P — Qual seria o “pacote” ideal que o campo deveria receber visto a sua importância na economia nacional? Enfim, o que o governo deveria fazer e não faz para dar sustentabilidade à produção agrícola?

R — O pacote ideal para a agricultura brasileira deveria contemplar medidas que garantissem a receita financeira, porque hoje estamos comprometidos com o mercado globalizado, onde a agricultura do primeiro mundo é subsidiada, enquanto que no Brasil suportamos uma carga tributária altíssima, juros altos e uma logística inadequada.

P — Como uma empresa agrícola profissional do porte da Maggi mantém sua produção de soja com rentabilidade?

R — O Grupo André Maggi tem uma política rígida de administração de custos. Investimos tecnicamente para incrementar a produtividade e trabalhamos em economia de escala. Tentamos aproveitar os melhores momentos para a venda.

P — Como é possível reduzir ou cortar custos na lavoura sem deixar de investir em tecnologia? Como a Maggi faz isso?

R — Nós atuamos em escala comercial, buscando a diversificação nas culturas viáveis, ou seja, algodão, milho e ainda estabelecemos parcerias comerciais com grandes grupos para diluir custos.

P — Quais os mecanismos de comercialização que a empresa faz uso? Por quê?

R — O Grupo André Maggi tem uma trading (Amaggi Exportação e Importação Ltda) que é responsável pela comercialização da nossa produção, tanto no mercado interno como externo. Desta forma utilizamos todas as ferramentas disponíveis para isso.

P — Como produzir sem agredir o meio ambiente?

R — O Grupo André Maggi tem preocupações com as questões ambientais. Há mais de três anos implementamos um Sistema de Gestão Ambiental, aplicado pelo Departamento de Meio Ambiente em todas as unidades do Grupo. Este sistema tem a finalidade de eximir qualquer risco que o colaborador, ou alguma atividade, possa representar ao meio ambiente. Nosso Sistema de Gestão Ambiental inclusive foi reconhecido como a quarta melhor gestão sócio-ambiental do País. Isto comprova nosso comprometimento com estas questões.