A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Desenvolvendo a proteção da lavoura

A Granja do Ano — Que estratégias a empresa vem utilizando para manter sua posição no mercado, em um momento como esse de dificuldades para os produtores rurais?

Laércio Giampani — A Syngenta tem buscado formas alternativas de crédito e financiamento para oferecer aos produtores rurais, sendo o Barter (modalidade de troca de grãos) uma das ferramentas de maior aceitação e sucesso. Para estar entre os maiores do mercado de defensivos agrícolas, a empresa não poupa recursos em pesquisa e desenvolvimento de novas soluções e produtos, assim como em serviços especiais desenvolvidos de acordo com as necessidades dos clientes. No Brasil, a empresa tem um portfólio de produtos adaptado à realidade local. A Syngenta Proteção de Cultivos brasileira tem uma fábrica no Estado de São Paulo, em Paulínia, que produz anualmente mais de 50 milhões de litros de produtos. A divisão conta também com um laboratório de análises de resíduos químicos em São Paulo, uma unidade experimental em Uberlândia/MG e outra em Holambra/SP.

P — Quais devem ser os lançamentos da empresa para a safra 2006/2007?

R — Na classe de inseticidas, estamos lançando o Engeo Pleno, para hortaliças e frutas, e o Proclaim, para algodão, milho e hortaliças. Para a próxima safra, a Syngenta também apresenta o PrioriXtra, fungicida para as culturas de café e milho, e o Hukk, herbicida para cana-de-açúcar.

P — Quais são as maiores preocupações da Syngenta na hora de planejar um novo produto?

R — As necessidades dos produtores. Na hora de formular um novo produto, buscamos baixo custo e dosagem por área. Além disso, o defensivo deve apresentar menor impacto ao meio ambiente, deixando resíduo mínimo ou não detectável nos cultivos onde é aplicado. O produto também deve apresentar baixa toxicidade ao homem e, ao mesmo tempo, deve ser seletivo aos inimigos naturais e aos cultivos aos quais se destina.

P — Quais são os investimentos anuais da empresa em pesquisa e novas tecnologias?

R — A Syngenta investe, em todo o mundo, algo próximo a US$ 800 milhões em pesquisa e desenvolvimento por ano, o equivalente a cerca de 11% das vendas totais da empresa.

P — Quais são os principais problemas que os defensivos da Syngenta vêm atacando nas lavouras brasileiras?

R — A ferrugem da soja é o principal alvo atualmente, seguido das ervas daninhas que atacam a mesma cultura.

P — Como está a atuação da empresa em produtos voltados para combater a ferrugem da soja?

R — A Syngenta é detentora da segunda colocação em consumo com seu portfólio para ferrugem da soja. O PrioriXtra é o segundo fungicida mais utilizado atualmente no combate à doença e caminha rapidamente para a primeira colocação.