A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

MÁQUINAS DE COLHEITAS

Eficiência totalna colheita

A Granja do Ano — Num ano de adversidades para o setor agrícola, que estratégias a empresa vem adotando para superar as limitações do mercado?

Marcos Arbex — A New Holland trabalha desde o início deste ano numa estratégia focada nos segmentos mais dinâmicos do agronegócio no Brasil nesse momento. Para obter maior proximidade com o cliente, profissionais da empresa com mais experiência em determinado setor foram direcionados para trabalhar de forma mais direta com esse segmento, especificamente. Através desse planejamento, já conquistamos bons resultados na área agroflorestal e em culturas como citros, café, hortigranjeiros, frutas, tabaco e cana-de-açúcar.

P — Quais as expectativas para os próximos meses em relação ao mercado de máquinas e à economia, de uma maneira geral?

R — Acreditamos que a situação do mercado de tratores deva fechar o ano com resultados semelhantes aos de 2005. Em colheitadeiras as vendas devem recuar mais uma vez em virtude da descapitalização do segmento de grãos, principalmente daquele voltado para a exportação. Devemos ter um dos piores mercados de colheitadeiras dos últimos 20 anos.

P — Que novidades a empresa já apresentou aos seus clientes este ano? Existe a previsão de lançamentos para os próximos meses?

R — Já em função de trabalhar de forma mais próxima ao cliente, a New Holland lançou tratores específicos para atividades que os produtores estavam pedindo. Já lançamos a versão do trator TL para trabalhar em lavouras de tabaco. Um outro específico para o setor de cana, o TS90 canavieiro. Temos os tratores TL e TM para a silvicultura. Também desenvolvemos um kit para ser instalado em colheitadeiras CS660 e TC59 para melhorar a colheita de feijão e sementes.

P — Quando o produtor projeta a compra de uma colheitadeira, o que ele mais necessita em termos de tecnologia? Quais as principais demandas nessa etapa da produção?

R — A principal necessidade do produtor é ter uma colheitadeira que não pára durante a colheita. Hoje, as máquinas disponíveis no mercado possuem capacidade de colheita maior. Uma hora de máquina parada significa cinco ou seis hectares que deixaram de ser colhidos. Então, quando falamos em tecnologia, o que devemos considerar mais importante é a confiabilidade da colheitadeira e o rendimento que ela pode ter. Nos últimos anos, com a tecnologia que incorporamos às nossas máquinas, conseguimos reduzir as perdas, aumentar ainda mais esse índice de disponibilidade durante a colheita e garantir uma qualidade ainda maior do grão colhido. Para chegar a esse patamar, foram introduzidos novos componentes, como plataformas maiores, controles de perda, de retrilha e da velocidade do batedor. Também introduzimos cilindros melhores e sistemas como o Maxitorque, que acaba, basicamente, com o embuchamento durante a colheita.

P — Que estratégias a empresa adota para conquistar e manter a preferência do consumidor num mercado tão concorrido como o de máquinas agrícolas?

R — Investimos muito em pós-vendas. A New Holland possui 170 pontos de venda de concessionárias em todo o Brasil. Essa capilaridade nos dá a possibilidade de estar mais perto dos clientes. Ainda oferecemos treinamentos para funcionários das concessionárias e dos clientes em nosso Centro de Treinamento. Outros projetos próprios para garantir um pós-vendas de qualidade são programa de estabelecimento e manutenção de padrões de atendimento em concessionárias (Dealer Standards), suporte técnico 24 horas da fábrica, ferramentas eletrônicas para diagnóstico das máquinas e serviços on-line para manutenção de máquinas.