A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

IMPLEMENTOS

Plantio com qualidade e resultados

A Granja do Ano — Quais são os principais diferenciais das plantadeiras projetadas pela Semeato?

Marcelo Rossato — O grande diferencial do nosso equipamento tem início no projeto. Desenvolvemos equipamentos com alta robustez, matéria-prima de qualidade e equipamentos para fabricação das peças de alta tecnologia, sem falar que produzimos mais de 80% das peças que compõem as nossas semeadoras.

P — Quais são as maiores preocupações da empresa no momento de planejar um novo produto?

R — As maiores preocupações estão em lançar um produto que atenda às necessidades do nosso cliente, por isso vamos a campo através do nosso pessoal de pesquisa para buscar informações dos usuários e da real necessidade de cada um. Nos preocupamos também em fazer produtos que proporcionem ao agricultor alta produtividade com menor custo, o que automaticamente aumenta a sua renda.

P — Qual é a evolução da técnica do plantio direto no Brasil e quais são as expectativas para os próximos anos? A área plantada através do sistema pode aumentar ainda mais?

R — O plantio direto é um processo que não tem volta, então a cada ano que passa teremos aumento de áreas principalmente no Centro-Oeste e no Norte, com esse tipo de plantio.

P — Quais são os lançamentos da Semeato neste ano e quais os projetos para os próximos meses?

R — Os lançamentos desse ano envolvem basicamente três projetos: máquina hidráulica para pequenas propriedades (PH3/PH5/PH5HYDRO/PH5E/PH5E HYDRO); rodado de transporte, que facilita o transporte das semeadoras de fazenda em fazenda e em rodovias; e um modelo de semeadora para grãos finos para a Europa (TD-TRONIC300). Para o início de 2007 pretendemos apresentar ao mercado outros dois modelos de equipamentos.

P — Que estratégias a Semeato vêm utilizando para diminuir os efeitos do momento adverso para a agricultura brasileira?

R — Entre as medidas que tomamos estão os lançamentos das máquinas para pequenas propriedades, que significam 60% das vendas em função das linhas de créditos para o pequeno produtor, e a redução dos custos, que levou a empresa a estabelecer um plano de redução de jornada e salários e o programa de demissões voluntárias. Essas ações foram necessárias para viabilizar a nossa permanência na atividade.

P — Na sua opinião, que medidas econômicas ou políticas são necessárias para que todo o agronegócio volte a alcançar bons resultados no País?

R — O governo tem que adotar uma política industrial para viabilizar o crescimento do País de forma mais rápida. O câmbio é crucial para o agronegócio e, segundo o governo, ele é flutuante. No entanto, todo mundo sabe que ele não é flutuante. O que está mantendo o real valorizado são as taxas de juros mais altas do mundo. O governo inviabilizou a agricultura e viabilizou a especulação financeira

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