A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

TRATORES

Máquinas ao lugar delas,o campo

A Granja do Ano — Nesse momento difícil para a maioria dos produtores, que enfrentam os baixos preços das commodities, como está o comportamento do segmento de máquinas agrícolas no mercado interno?

Normélio Ravanello — Comparado ao ano passado, a indústria está se mantendo estável. Em alguns Estados produtores de grãos as vendas continuam caindo, mas as regiões produtoras de cana-de-açúcar estão suprindo essa queda, como, por exemplo, o Estado de São Paulo, onde houve incremento de venda. A atividade canavieira, que participava com apenas 10% de toda a venda do setor de máquinas até 2005, hoje representa 25%.

 

P — Qual é o cenário das exportações?

R — Em virtude da queda no mercado interno, os resultados são satisfatórios no que diz respeito ao volume de exportação. Os números em unidades continuam bons, porém a rentabilidade foi comprometida pela queda do dólar. Em 2005, mantivemos a liderança tanto no mercado interno como no mercado externo, que respondeu por 45% do total das vendas. Apesar do cenário, aproximadamente 60% do faturamento previsto este ano deverá vir do mercado internacional. A operação brasileira da marca responde hoje pela remessa de tratores e colheitadeiras para 89 países.

 

P — Qual a expectativa para o mercado para os próximos meses? O que precisa ocorrer para melhorar a situação dos fabricantes nacionais?

R — A expectativa inicial é que o volume de vendas seja menor no segundo semestre em comparação ao primeiro. Isso deve acontecer em função de o agricultor já estar em processo de preparo e plantio de sua nova safra. Ou seja, num momento em que a decisão de compra já devia ter sido tomada, o que não aconteceu em razão de não ter havido valorização do dólar ou aumento do valor das commodities. Para melhorar essa situação, o dólar precisa ir paulatinamente subindo, até aproximar-se da faixa de R$ 2,60, e se manter nesse patamar, dando segurança ao produtor de que não vai baixar. Como este é um processo lento, já vai ter passado todo período de plantio. Em virtude desse cenário, dificilmente o quadro deva se reverter ainda este ano, mas ficamos na expectativa de uma recuperação para 2007.

 

P — O que os clientes da marca podem esperar em lançamentos para os próximos meses?

R — Mesmo em momentos em que o mercado está mais complicado não paramos de investir em novos projetos. Este ano já lançamos duas novas séries – a MF 200 Compacto, para o setor fruteiro, e a MF 600 HD, voltada para o sucroalcooleiro. Manteremos os investimentos sempre buscando trazer a melhor e mais adequada solução em mecanização agrícola ao produtor rural. Inovações tecnológicas e novos produtos de alta performance seguirão sendo apresentados ao mercado no futuro.

 

P — Quais são as principais demandas dos produtores brasileiros quando se fala em máquinas agrícolas?

R — Demanda por máquinas confiáveis e com relação custo-benefício mais adequada. Acreditamos que a renda do produtor influencia na decisão de compra de produtos mais simples, com maior durabilidade, eficiência e menor custo de manutenção.