A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

SEMENTES

Semeando produtividade

A Granja do Ano — Quais foram os lançamentos da empresa na safra 2005/2006 e quais serão as novidades para o período 2006/2007?

Daniel Glat — Em 2005 fizemos uma série de lançamentos de híbridos de milho para o Brasil Central: 30F35 e 30K64, materiais de altíssima produtividade, e o 30K73 e 30S40, materiais altamente defensivos, sendo o último recomendado especificamente para silagem e para plantios na safrinha. No período 2006/07 estamos lançando para o Sul do Brasil o 30R48, o híbrido com o ciclo superprecoce que veio para complementar a nossa linha de híbridos posicionados para a região, como o 30R21, 30F53, 30R50 e 30P34. Já na soja, em 2006, estamos lançando para o Brasil Central, quatro variedades transgênicas resistentes ao glifosato, as conhecidas “soja RR”. São quatro variedades de ciclos diferentes e altíssimas produtividades – P98R31, P98R62, P98R91, e P99R01 – que, com certeza, farão grande sucesso juntos aos sojicultores tecnificados do Cerrado.

P — Quais são as principais preocupações da empresa ao planejar o lançamento de produtos? Como são avaliadas as diferentes demandas dos produtores?

R — A principal preocupação no lançamento de novos híbridos e variedades é se as mesmas foram testadas suficientemente, em todas as diferentes condições e regiões brasileiras, se conhecemos bem esses produtos, e se sabemos como posicioná-los e manejá-los para que o produtor possa tirar o melhor proveito deles. O entendimento da demanda do produtor é um processo “on going”, “non stop”, baseado no relacionamento técnico contínuo com nossos clientes e técnicos, e conhecimento profundo da realidade agrícola brasileira nas diferentes regiões do País.

P — Como a Pioneer trabalha com a biotecnologia? Existem projetos específicos nessa área?

R — Como toda empresa de genética moderna, a Pioneer acredita muito nas contribuições que a biotecnologia pode trazer para o melhoramento de híbridos e variedades, mas encaramos e tratamos o assunto sem mistificações, sem achar que a biotecnologia seja uma panacéia ou “remédio para todos os males” da agricultura. Realmente acreditamos em seu potencial e investimos bastante nessa área, tanto no exterior como aqui no Brasil. Nesse ano, estamos lançando nossas primeiras cultivares transgênicas de soja e estamos prontos para lançar também híbridos de milho transgênicos resistentes a pragas e a herbicidas, assim que a legislação brasileira permitir. Pena que nossa legislação nessa área seja tão morosa, que acaba atrasando em muitos anos os lançamentos de novas tecnologias no Brasil se comparadas com países concorrentes, como Argentina, EUA, Canadá e China. E esse atraso, quem paga, indiretamente, na forma de menor competitividade sem recompensa nos preços, são os produtores brasileiros.

P — Quais são os diferenciais da Pioneer para alcançar e manter a confiança dos seus clientes?

R — É simples: somos uma empresa que acreditamos, apostamos e investimos todas nossas fichas em agronomia e conhecimento agrícola verdadeiro. A grande maioria dos diretores da Pioneer são agrônomos, e muitos de nós, produtores rurais também. Somos uma empresa séria, focada, e que, ao longo dos anos, tem mostrado estabilidade no mercado. Há mais de 20 anos apostamos na linha técnica, na tecnologia, na agricultura, nos resultados, na venda sem mistificações, na assistência técnica real e objetiva e, felizmente, os produtores reconhecem bastante esses aspectos.