Expectativa de preços melhores em 2018

A tendência de redução na produção agrícola no próximo ciclo deverá ser seguida por reação nos preços das principais commodities. Depois de um 2017 de “safra cheia e bolso vazio”, existe a expectativa de que 2018 represente um período de melhor remuneração ao produtor.

A projeção faz parte das perspectivas da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) para o ano que vem. Em evento realizado nesta quarta-feira, dia 6, em Porto Alegre/RS, o vice-presidente da federação, Gedeão Pereira, destacou que o estado ampliou em quase 15% a colheita na temporada 2016/2017, alcançando o recorde de 36,6 milhões de toneladas de um total de 238 milhões de toneladas em todo o Brasil. “O clima foi muito favorável e a tecnologia utilizada nas lavouras foi adequada. No entanto, houve queda de 25% nos preços recebidos pelos produtores”, relata.

Para 2017/2018, a estimativa é de uma redução de 6,3% na safra gaúcha, consequência de menores produtividades e de redução de área plantada especialmente no arroz, milho e trigo. “Essa retração nos traz a esperança de valores mais compensadores de comercialização”, constata Pereira.

Ainda em 2017, o PIB da agropecuária no País deverá registrar aumento de 12,41%, informa o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. O desempenho ajudará no PIB nacional, que poderá ter elevação de 0,86%. “Em 2018, com um padrão de produtividade dentro da média histórica, a tendência indica queda de 3,89% no PIB do setor”, assinala.

Considerando todo o cenário econômico brasileiro, o especialista cita que, nos últimos anos, o crescimento do País vem ficando abaixo das taxas observadas nas nações emergentes e das nações ricas. “Ou vamos continuar empobrecendo, ou mudamos de atitude, e essa mudança passa pelas reformas tributária e previdenciária”, sustenta.

Crédito da foto: Tiago Francisco/Sistema Farsul

Data: 06/12/2017
Fonte: A Granja

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