Chineses investem US$ 1,1 bi na produção de sementes no Brasil

Com um investimento de US$ 1,1 bilhão, a empresa chinesa LongPing e o seu principal acionista, o Citic Agri Fund, anunciaram a aquisição de ativos de sementes de milho da Dow AgroSciences no Brasil. O negócio inclui o acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro, a marca Morgan e a licença para uso da marca da Dow Sementes por 12 meses.

A nova empresa, que se chama LP Sementes, já entra no mercado com 18,5% de participação no segmento de sementes de milho, ocupando a terceira posição entre as companhias líderes no País.

Uma comitiva chinesa participou do evento oficial de lançamento da empresa na sexta-feira, dia 1º, em Ribeirão Preto/SP. A complementaridade que existe entre os mercados brasileiro e chinês foi lembrada pelo ministro da Embaixada da China no Brasil, Song Yang. “A China tem a alta demanda e o Brasil tem a oferta estável e suficiente para dar continuidade à exportação de alimentos”, afirma.

A LongPing é líder em sementes na China, com destaque para o segmento de arroz híbrido, com 30% de market share. Ainda que os negócios iniciais estejam voltados ao milho, o presidente executivo da multinacional, Zhang Xiukuan, não descarta investimentos também no arroz. “Já visitei propriedades no Rio Grande do Sul e no futuro queremos ajudar o Brasil a ampliar a produção do cereal”, relata.

Os produtores brasileiros deverão contar com lançamentos da nova marca a partir de abril de 2018, explica o gerente-geral da LP Sementes, Vitor Cunha. “Haverá algumas mudanças estratégicas, mas o importante é que manteremos nosso compromisso de levar a melhor genética e a melhor tecnologia aos nossos clientes”, salienta.

A sede da LP Sementes será em São Paulo e o escritório da Dow em Ribeirão Preto será mantido. Os chineses asseguram que o processo de transição entre as companhias será tranquilo, com manutenção da estrutura organizacional e da equipe gestora da empresa-alvo. Da mesma forma, existe o comprometimento da não demissão sem justa causa de nenhum funcionário durante cinco anos.

Data: 04/12/2017
Fonte: A Granja

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