PIB AGROPECUÁRIO CRESCE QUASE 13% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio
brasileiro, esti mado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta para forte crescimento de 12,7% do setor primário. no 1º trimestre de 2017. Tal desempenho impulsionou o segmento de insumos agropecuários, para o qual a taxa de crescimento no 1º tri/2017 foi de 1%. Por outro lado, a agroindústria e os agrosserviços ainda sentem os efeitos da crise e pressionaram o resultado do PIB do agronegócio que encerrou o 1º trimestre/2017 em -0,4% (Figura 1). De modo geral, o resultado para o agronegócio reflete acentuado crescimento da produção associado à baixa de preços reais dos produtos do setor.

Particularmente para o ramo agrícola, segue em destaque a expectativa de alta da produção. Nas lavouras, as condições climáticas avaliadas até o momento têm sido favoráveis o que, aliado ao movimento geral de expansão de área, tem levado a essas boas perspectivas para a safra no ano. Por outro lado, o preço real médio ponderado do segmento primário agrícola apresentou queda na comparação do primeiro trimestre de 2017 com o mesmo período de 2016. Para o ramo pecuário, da mesma forma, as análises do primeiro trimestre do ano apontaram para um recuo dos preços médios. A análise detalhada do PIB do agronegócio segue ao longo deste relatório.

Entre os ramos, destaca-se o agrícola com crescimento de 1,6%. Esse resultado está
atrelado, essencialmente, à forte alta observada no segmento primário do ramo (20,3%). Na agricultura, o principal impulso advém das boas expectativas para a produção uma vez que as condições climáticas avaliadas até o momento têm sido bastante favoráveis. Essa perspectiva climática, aliada ao movimento geral de expansão de área, tem levado a boas perspectivas para a safra. Por outro lado, o preço médio do segmento primário agrícola apresentou queda na comparação do primeiro trimestre de 2017 com o mesmo período de 2016.

Similarmente, as análises apontaram para um recuo dos preços médios no 1º tri/2017 também no ramo pecuário. Importante lembrar que os resultados do ramo pecuário, aqui apresentados, refletem exclusivamente o comportamento dos preços uma vez que até o fechamento deste relatório as estatísticas de quantidade ainda não haviam sido disponibilizadas pelo IBGE.

Data: 10/07/2017
Fonte: CNA

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