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O lugar da AGRICULTURA DE PRECISÃO

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Não é novidade que a agricultura de precisão (AP) já chegou ao platô da curva Gartner de desenvolvimento tecnológico. Mas será que a ferramenta depende somente de tecnologia para se firmar?

Vitor Inacio Maldonado, discente do curso de Mecanização em Agricultura de Precisão; Gustavo Di Chiacchio Faulin e Marisa Silveira Almeida Renaud Faulin, docentes da Fatec Shunji Nishimura

Desde 1929, considerado o marco inicial da agricultura de precisão (AP), esse modelo de gestão agrícola já passou por várias fases e provações durante seu desenvolvimento. Uma das teorias que melhor explica a evolução da AP é a curva de Gartner, que separa em cinco etapas o surgimento de uma nova tecnologia: 1) o gatilho da tecnologia; 2) o pico de elevada expectativa; 3) o choque de realidade; 4) a rampa da consolidação; e 5) o platô da produtividade. É inegável que se evoluiu bastante em tecnologias relacionadas à aquisição de dados, à automação de máquinas, a ferramentas de gestão, ao sensoriamento com ação em tempo real, entre outros. Porém, até o carro autônomo mais moderno atualmente precisa de alguém que sabe onde quer chegar para informar seu destino.

O início da AP foi marcado pelos estudos descritos por Linsley e Bauer em 1929, que constataram variações na necessidade de calagem dentro de uma determinada área. Assim, uma aplicação respeitando essa variabilidade espacial acarretaria uma economia de insumo e baixo risco de sub ou sobredose. Notamos que a essência da AP está no conhecimento do meio e seus fatores relevantes para determinada cultura, deixando para a tecnologia o papel de ferramenta para a aplicação desse conhecimento, sempre com foco no custo benefício.

Complementando essa filosofia de...

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