Soja

Soja CONVENCIONAL, oportunidade brasileira

O Mato Grosso, por exemplo, produziu, em 2017/18, o volume de 5,5 milhões de soja não transgênica, ou 17% da safra da oleaginosa no estado, mas alguns produtores não conseguiram compradores. O produto tem mercado na Europa e na Ásia, e o prêmio pode chegar a US$ 4 a saca

Produtor rural Endrigo Dalcin é engenheiro-agrônomo, presidente do Instituto Soja Livre

Os impactos de alimentos geneticamente modificados na saúde ainda levantam muitas dúvidas na população. São muitos mitos e verdades discutidos constantemente em diversos canais de comunicação, nem sempre baseados em conhecimentos científicos. A preocupação social com um estilo de vida mais saudável é o que impulsiona o crescimento desse tipo de demanda alimentar em diversos setores da economia, inclusive nas commodities como a soja, por exemplo.

A cadeia de fornecimento de soja movimenta diferentes setores da economia, geograficamente dispersos, cada um com seus próprios interesses. Por exemplo, os produtores de soja no Brasil, na Argentina ou no Paraguai estão interessados em produzir um grão rico em proteínas, com o preço mais alto possível e atendendo às especificações do comprador final. Por outro lado, as empresas de produtos alimentícios e/ou ração animal estão interessadas em comprar a commodity pelo preço mais baixo possível e, ao mesmo tempo, certificando-se que tenha sido produzida de forma responsável e sustentável, e, muitas vezes, que seja não transgênica.

A soja convencional tem seu mercado específico, uma vez que as lavouras não transgênicas exigem controles rígidos para evitar contaminação durante todo o ciclo de produção, no pós-colheita, no embarque e na armazenagem, o que pode elevar seus custos. Seu cultivo oferece benefícios agronômicos, tais como o manejo de herbicidas e a rotação entre as diferentes tecnologias existentes no mercado, mas...

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