Palavra de Produtor

UMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

Palavra

Walter Horita

Seria fantástico se toda a tecnologia que se somou ao famoso feeling do agricultor para o monitoramento das condições climáticas, agronômicas e mercadológicas pudesse ser aplicada à análise e à previsão dos cenários políticos no Brasil em 2018. Às vésperas das eleições, tudo parece “nebuloso”, e essa condição é mais um fator não gerenciável para quem produz, assim como o clima, numa atividade em que todo o mais é planejado: a época de plantar, de aplicar os produtos necessários e de colher.

Jamais estivemos tão vulneráveis. Longe de ser a ladainha de alguém que atribui ao outro, seja o Governo, os credores ou o destino, a responsabilidade pelo seu sucesso ou fracasso. Essa constatação é apenas um alerta que faço, a mim mesmo e aos meus pares, de que precisamos estar atentos, qualquer que seja o resultado das eleições. E não tenho ilusão de que faremos uma grande escolha entre as opções que temos. Só sei que, independentemente do resultado, esperamos continuar a fazer o nosso trabalho. Buscaremos, como sempre, aumentar a produtividade, reduzir os custos e aprimorar constantemente as estratégias de venda.

Se o novo governante entender o básico sobre a atividade agrícola, a começar pela importância social, econômica e ambiental – sim, ambiental também –, e, pelo menos, não atrapalhar, já teremos um bom caminho andado. Não atrapalhar é, em primeiro lugar, garantir segurança jurídica. As leis que regem os negócios no campo são complexas, e, por vezes, até desproporcionais, mas, se estiverem claras, com menos espaço para a subjetividade na interpretação, nos atendem. Complicados são os entendimentos de ocasião, sem base técnica, voltados para a simples arrecadação tributária ou para agradar a opi...

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