Glauber em Campo

ETANOL HIDRATADO E A DISTRIBUIÇÃO DIRETA

Glauber

GLAUBER SILVEIRA

Tivemos recentemente aprovado no Senado um projeto (PDS nº 61/2018) no qual os produtores de etanol podem ser autorizados a vender o combustível diretamente para os postos. Esse projeto susta uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (Resolução ANP nº 43, de 22 de dezembro de 2009) que impede a venda direta. A justificativa do autor do projeto, o senador Otto Alencar (PSDBA), é que, da forma que está hoje, a resolução da ANP desfavorece a concorrência. O projeto agora vai para a Câmara, mas tem causado muita polêmica, o que sem dúvida é esperado, afinal, estamos falando de um modelo concentrador e que tem enriquecido as gigantes distribuidoras.

Temos hoje o modelo usina, distribuidor e postos. Para que o etanol chegue ao consumidor, tem que ser adquirido pela distribuidora, que geralmente é detentora de uma rede postos, que por lei tem que arrendar, ou seja, a distribuidora não pode ser a gestora do posto, apesar de o posto ser dela. O objetivo disso seria inibir a formação de cartel, ter competitividade etc. Até hoje não vi muita vantagem nisso, se elas são donas dos postos em sua maioria, e não permitem ao gestor/arrendador do posto comprar de outra bandeira que não seja a dela, por mais que digam que não é fidelizado.

O que foi comemorado por consumidores e algumas lideranças que estudam o setor, afinal, a venda direta aos postos, tirando um atravessador, a priori significaria etanol mais barato ao consumidor. Afinal, o estudo feito pela Esalq-Log demonstra uma economia de R$ 28,32 por metro cúbico de etanol se a comercialização fosse direta. cabe ressaltar que isso ocorre no estado de São Paulo. Imaginem em estados do interior onde as distâncias das cidades são muito ...

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