Herbert & Marie Bartz

SOLO INFÉRTIL: A "SUJEIRA" QUE COLAPSA CIVILIZAÇÕES!

Herbert

Herbert & Marie Bartz

Para a coluna deste mês de julho, Bartz se inspirou em um de seus livros favoritos: “Dirt” em inglês, “Dreck” em alemão e “Sujeira” em português. E claro, com ajustes e pitacos meus, como ele sempre me solicita. O livro foi escrito pelo geólogo americano David R. Montgomery. Sugerimos muito a leitura desse livro aos interessados, que por hora está publicado em inglês e em alemão, mas uma versão em português está em progresso.

“O solo fértil é a condição básica para uma civilização se desenvolver. A maneira como os homens trabalharam a terra foi motivo pelo tempo que essas civilizações duraram. Os antigos agricultores descobriram as vantagens das rotações de culturas e da adubação orgânica, no entanto, a grande parte das áreas agricultáveis foram exauridas por completo. A exemplo, as terras em volta do Mediterrâneo, que foram o celeiro do Império Romano, não podemos ignorar que o Império declinou à medida que os solos empobreceram. Outro exemplo do declínio de impérios foram os Maias e os Astecas, nas Américas Central e do Sul, quando, antes de os espanhóis e portugueses conquistarem o continente, longas secas (estiagens) causaram fome e miséria e as terras se tornaram inúteis para a agricultura. Hoje muitas regiões, que foram antigos celeiros, são áreas áridas e inférteis. Em resumo, todas as regiões e áreas agrícolas sofreram um lento processo de degradação e declínio da fertilidade natural dos seus solos.

Em geral, se mede a fertilidade pela quantidade de matéria orgânica, mas nos dias atuais, tem se ‘compensado’ esse desgaste utilizando fertilizantes NPK. Um dos maiores responsáveis pela deterioração dos solos é a mecanização agrícola, cujo símbolo é...

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