Sementes II

Produto LEGAL, produção promissora

Sementes

O uso do insumo gerado (e comercializado) de maneira ilícita provoca danos sérios a todos, desde o segmento de pesquisa & desenvolvimento, passando por consumidores e Governo, e chegando ao produtor rural, que leva para a sua lavoura um produto sem garantias e, por vezes, vetor de doenças e pragas

José Américo Pierre Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem)

A agricultura brasileira atingiu nos últimos 40 anos uma posição de destaque mundial. Isso se deveu a vários fatores combinados, passando pela intensa pesquisa de inclusão de novas áreas agrícolas, sobretudo no Cerrado, até o desenvolvimento de cultivares adaptadas e produtivas que tornassem a agricultura competitiva como é hoje. Mecanização, insumos modernos, crédito, seguro, logística, armazenagem, além de tantos outros fatores, contribuem para manter competitiva a agricultura brasileira.

No entanto, o desenvolvimento e fornecimento adequado de sementes de novas cultivares e híbridos é sem dúvidas a “mola-mestra” do desenvolvimento agrícola, pois maximiza o uso da terra através da produtividade, reduzindo significativamente a necessidade de avançar sobre maiores extensões de área para produzir alimentos. É uma atividade que demanda investimentos em recursos financeiros, conhecimento e sobretudo tempo. Estima-se que, para as espécies anuais, a criação de uma nova cultivar pode levar de 10 a 12 anos e, para espécies perenes e semiperenes, quase o dobro desse tempo.

Desde que o Brasil aderiu à Organização Mundial do Comércio (OMC), na década de 1990, e aos tratados do Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) que preconizam ace...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!