Herbert & Marie Bartz

SEGURO CONTRA SECA?

Herbert

Herbert & Marie Bartz

Nesta edição, o texto é praticamente todo escrito por Herbert Bartz, cabendo a mim, a filha, apenas pequenos ajustes no português “alemãozado” de meu pai para melhor entendimento. Bartz quer alertar sobre consequências da monocultura, dando continuidade ao assunto compactação abordado na edição anterior e falando um pouco no desequilíbrio do sistema causado pela monocultura. Diz ele: “Muito tempo antes do nascimento de Cristo, secas de até setes anos castigavam os judeus que viviam na escravidão no Egito. Região onde as enchentes do Rio Nilo praticamente todo ano fertilizavam os campos de trigo, que em anos bons enchiam os armazéns do Faraó. A Bíblia narra essa história, que também interpretava as adversidades climáticas como uma forma de castigo contra o povo que não seguia as leis divinas.

De lá para cá não mudou muita coisa, pois as mudanças climáticas movidas pelo aquecimento global causam enchentes e secas que desafiam o agricultor moderno que, diferentemente do agricultor de milhares de anos atrás, dispõe de informações que permitem que ele se previna e se defenda desse flagelo. O sistema plantio direto (SPD) evoluiu bastante, mas nesse processo muitos agricultores negligenciam os cuidados com os problemas que ameaçam os solos de suas lavouras: a compactação e a monocultura.

Na imaginação de um agricultor moderno que pratica SPD, cultivar o solo – arar e gradear – é um pecado que resulta em perda de água. No entanto, há os que, mesmo se dizendo praticantes do SPD, dão aquela ‘mexidinha’, seja para soltar o solo ou incorporar sementes. Pior é o resultado no solo após essa intervenção, pois faz com que o solo perca a sua capacidade de armazenamento de água, por acabar se formando o pé de ar...

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