Fitossanidade

Praga HÍBRIDA entre Helicoverpa zea e Helicoverpa armigera. E agora?

Fitossanidade

Quais são os possíveis impactos na agricultura brasileira da combinação dessas duas pragas. A Embrapa esclarece

Daniel R. Sosa-Gómez e Alexandre Specht, pesquisadores da Embrapa Soja e Embrapa Cerrados

Os primeiros surtos da lagarta Helicoverpa armigera em diversas regiões do Brasil ocorreram com maior frequência em algodão, soja e milho, em 2012 e 2013. Entretanto, essa espécie já estava presente no País, pelo menos, desde 2008. O que significa que sua presença passou despercebida por, no mínimo, quatro anos até os surtos se tornarem mais intensos nos anos 2012 e 2013. A detecção dessa espécie não significa que o Brasil tenha sido a porta de entrada inicial para o continente americano. A entrada pode ter acontecido por qualquer outro país, uma vez que, imediatamente depois de sua determinação e registro no Brasil, outros países detectaram sua ocorrência, pela simples razão que já sabiam que espécie deveriam procurar.

Desde a safra 2012/13, quando a identificação foi realizada, diversos aspectos dessa espécie vêm sendo estudados. A identificação de H. armigera foi inicialmente dificultada devido à sua grande semelhança com a espécie nativa Helicoverpa zea, vulgarmente conhecida como lagarta- das-espigas, cujas lagartas atacam preferencialmente a cultura do milho. Ambas as espécies são indistinguíveis pela morfologia externa. Para sua diferenciação, devem ser realizados estudos da genitália interna dos adultos, preferencialmente dos machos, onde a distinção é mais evidente. A semelhança interespecífica é tal que, inclusive, os feromônios (compostos liberados pelas mariposas fêmeas para atrair os machos - atraentes sexuais) q...

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