Agricultura de Precisão

Caminhos para avançar (ou retroceder) na VARIABILIDADE especial

Agricultura

Atualmente muitas informações são coletadas através de toda a automação presente nas máquinas, por meio de amostragens e de inúmeros sensores. Desta forma, assim como o plantio direto tornou-se cotidiano nas lavouras brasileiras em contraste ao “convencional”, o mesmo deverá ocorrer com a AP, o novo e natural padrão da prática da agricultura

Leandro Gimenez, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq/USP

Desde os anos 1990 diversos foram os avanços daquilo que se consagrou com o nome agricultura de precisão, ou simplesmente AP. Contribuições de instituições de pesquisa, prestadores de serviço, indústria e usuários em maior ou menor escala fizeram o termo pegar, e apesar de ser relativamente recente já há associações, mais de uma, visando fomentar e assegurar a representatividade e interesses de seus participantes. Contudo, por se tratar mais de um conceito e estratégia de gestão do que de produtos ou práticas preestabelecidas, nota-se variações na percepção. Por vezes confundem-se ferramentas com a técnica em si e, não raro, interpretações completamente desprendidas da realidade são apresentadas e tomam vulto a partir das ferramentas de comunicação como as redes sociais.

A área que apresentou os maiores avanços nos últimos anos foi aquela associada ao aumento da capacidade operacional na realização das operações agrícolas. A mecanização brasileira, por um misto de pujança do mercado local e de adequação ao mundo globalizado, passou a incorporar a automação de mecanismos dosadores, controladores de seção e sistemas de direcionamento. Se há poucos anos eram necessárias adaptações mesmo em máquinas novas, na atualidade...

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