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ENQUANTO SOMOS "CACHORROS PEQUENOS", NINGUÉM LIGA. MAS DEPOIS QUE CRESCEMOS, AS COISAS COMPLICAM

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ALYSSON PAOLINELLI

Há muito tempo me refiro insistentemente à parábola da briga de cachorro grande, como sendo o mercado internacional. Enquanto éramos importadores, todos amavam o Brasil. Éramos até cortejados para comprarmos trigo, leite, carne, ora feijão, ora milho, ora arroz. Depois da década de 1970, começamos a equilibrar as nossas importações com as exportações de alimentos. Aí éramos apenas amigáveis comerciantes. Aliás, o mercado internacional nada mais é do que uma troca e não propriamente uma venda exclusiva. Posteriormente a esse período, o Brasil começa a incomodar o mercado internacional, pois crescemos e muito rapidamente com uma agricultura tropical absolutamente inovadora e que, além de competitiva, demonstrava ser também a mais sustentável do planeta.

Aí os inimigos começaram a lançar seus ataques via grupos extremistas que ignoravam o que realmente aqui se passava. Chegavam a acusar que o Brasil era um exportador de alimentos crescente à custa dos nossos recursos naturais, situando muito nisso a floresta amazônica. Não observaram sequer que, no clima tropical úmido da Amazônia, quase nenhum cereal consegue sobreviver embaixo de chuvas torrenciais acima de 2 mil milímetros por ano e sempre acusavam que estávamos destruindo o nosso bioma amazônico para produzir e exportar alimentos.

Em parte, a culpa é nossa. Quando fomos definir por lei a Amazônia brasileira, colocamos mais de 50% do nosso território nacional como se fosse a Amazônia. Na realidade, a nossa Amazônia que representa o clima tropical úmido é muito menor do que a chamada Amazônia Legal definida por lei. Na área da Amazônia Legal, temos de tudo: florestas úmidas, cerrados, camp...

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