Glauber em Campo

O FUTURO DO MILHO BRASILEIRO

Glauber

GLAUBER SILVEIRA

O Brasil já se consolidou como um grande produtor de milho. O País tem crescido muito em produtividade, afinal, o produtor passou a usar tecnologia de produção e também focar em materiais cada ano mais produtivos. A safra brasileira atinge quase 100 milhões de toneladas, porém, o consumo ainda é um grande desafio. Afinal, quase 50% de todo o milho produzido tem que ser exportado. Sendo assim, com um potencial imenso de crescer em produção e produtividade, o grande questionamento é o seguinte: o que fazer com esse milho? A resposta para uma das principais demandas do nosso milho, a cada ano, se consolida rumo ao que os EUA fizeram, transformar milho em etanol. No país norte- americano, 30% de todo milho produzido são transformados em etanol, DDG (resíduo sólido da destilação) e óleo. Uma tonelada de milho produz em média 420 litros de etanol, 240 quilos de DDG e 8 litros de óleo. O que temos notado é que esse caminho vem sendo desenvolvido aqui no Brasil, com a transformação do nosso milho em etanol.

O que há poucos anos parecia um sonho, uma profecia, agora já se torna a cada ano uma realidade mais próxima. No Mato Grosso, em 2018, praticamente 1,5 milhão de toneladas de milho já será transformado nas quatro usinas já instaladas. E para 2020, a previsão é de um consumo de 7 milhões de toneladas. Com isso, no MT, 30% de todo milho produzido passa a ser consumido dentro do estado, agregando um valor 400% maior. No estado, quatro novas usinas já estão em processo de licença para instalação. Em Goiás, dois novos projetos. E assim segue a saga do etanol de milho. Acredita-se que na região Centro-Oeste toda usina de canade- açúcar deve ser flex, produzindo etanol de cana e também de ...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!