Herbert & Marie Bartz

A ÁGUA: POR ELA O NOSSO RESPEITO

Herbert

Caros leitores, nesta edição, o texto principal é escrito por meu pai, Herbert, com pequeninos toques meus e um complemento final. É o texto que fecha o 50º capítulo de sua biografia: “Um Brasil possível”, lançada agora em abril. O capítulo final em questão, requerido por Herbert para ser inserido de última hora, se refere à importância da água e como o sistema plantio direto e os nossos agricultores trabalham em prol desse bem há 46 anos. Vem a calhar, por justamente em março ter sido realizado o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Há 50 anos, a agricultura brasileira estava sofrendo um impiedoso processo de destruição. A causa era a mecanização desenfreada das lavouras, que estava sendo praticada seguindo os modelos europeus e americanos, tendo o arado como instrumento principal. Na verdade, o arado tem tanta responsabilidade nesta incrível destruição gerada pela erosão como a faca tem na prática de um assassinato. O homem é o ator que aciona tanto o arado quanto a faca. Para ser sincero, respeito o arado. Também o utilizei. Meus ancestrais o utilizaram. Mas devemos lembrar que temos provas de que, 500 anos antes de Cristo, na América Central, agricultores já furavam o solo para colocarem as sementes, sem preparo, e colocavam também pequenos peixes por baixo da semente para servir como adubação orgânica completa. Temos relatos de povos nativos da antiga Abissínia, atual Etiópia, que furavam o solo embaixo de capim morto para colocar sementes de sorgo, que germinavam graças à umidade preservada.

Apesar do sistema plantio direto ser muito recente, nos 6 mil anos de história da agricultura os homens sempre souberam que a umidade no solo tinha que ser preservada. É preciso que o solo funcione como uma esponja,...

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