Herbert & Marie Bartz

TEIMOSIA DO ALEMÃO LOUCO POR UM BRASIL POSSÍVEL

Herbert

Estreamos esta coluna com imensa alegria e agradecimento à revista A Granja em nos dar a oportunidade em compartilhar nossos pontos de vista e ideias (pai e filha Bartz), por vezes escritos à quatro mãos, por vezes por nossa lenda viva do plantio direto Herbert Bartz e outras apenas por mim, Marie Bartz, a filha do “cara” e a minhoqueira. E para essa primeira coluna, impossível não lhes contar e comentar um pouco sobre esse homem que atropelou a ciência e a sociedade no início da década 1970 para investir naquilo que acreditava ser melhor, mudando assim os rumos da agricultura brasileira e mundial. Sim, Herbert Bartz, o “alemão louco” de Rolândia/ PR que plantava na marmelada, é o nosso agricultor pioneiro em utilizar o plantio direto em escala comercial na América Latina.

Nascido no Brasil, mas criado na Alemanha, onde passou tempos duros e difíceis durante a 2ª Guerra Mundial, com muita fome e frio. Opa Bartz e os filhos Relinde, Herbert, Arnold e Uli retornaram para o Brasil no início dos anos 1960 para atender a um pedido/sonho da mãe, já falecida: voltar para essa terra onde era possível plantar alimentos em abundância e não se passava frio. Acabaram por se estabelecer em Rolândia, no norte do Paraná. Herbert e o irmão Uli arrendam o Sítio Rhenânia do pai, pois Opa Bartz não gostou muito desse negócio de mexer com agricultura.

Uli logo se estabeleceu em Faxinal/PR, mas sempre muito conectado com Herbert, imitava tudo o que o irmão fazia em Rolândia. Herbert, no final dos anos 1960 e início dos 1970, deixava a cultura do café para iniciar o cultivo de culturas anuais comerciais. Se incomodava demais com a problemática em perder as lavouras para a erosão, causada pelas chuvas torrenciais,...

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