Agricultura 4.0

SENSORES ORBITAIS

Agricultura

Carlos Otoboni

As peças ativas do sensoriamento são os sensores. Maquinários, aeronaves, drones e satélites funcionam como plataformas de transporte desses equipamentos. O sensoriamento pode ser dividido em dois tipos básicos: o direto e o remoto. No caso das plataformas aéreas, estamos falando do sensoriamento remoto, uma vez que, no sensoriamento direto, há necessidade do contato do sensor com o objeto para a coleta do dado. Ainda, no sensoriamento remoto, podemos classificá-lo em próximo ou distante, dependendo da distância em que se encontra o objeto a ser analisado. Dando continuidade aos temas abordados nas edições passadas sobre satélites, destacaremos os sensores remotos, notadamente aqueles que equipam os satélites e em um sensoriamento em nível orbital, uma vez que ainda existam os em nível terrestre e suborbital.

O sensoriamento orbital vem ganhando espaço devido, principalmente, à nova geração de sensores de alta resolução geométrica, desenvolvimento de nanossatélites de baixo custo, pelo avanço das pesquisas na área que permitem a construção e sensores mais simples para a coleta de dados específicos e à popularização da tecnologia pelo fornecimento de imagens gratuitas, como acontece hoje no Google Earth e de vários programas de satélites, como o Landsat.

O conceito básico do sensoriamento remoto é que ele está intimamente ligado à medida da radiação eletromagnética refletida ou emitida por alvos. Contudo, para os sensores orbitais, a principal fonte de energia é a solar. Assim, os sensores orbitais mais utilizados ainda são os da faixa do visível, nas seguintes bandas: vermelha (na faixa de 620 a 700 nm), azul (na faixa de 446 a 500 nm) e verde (faixa de 500 a 578 nm). Além dessas, é c...

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