Glauber em Campo

2018, QUAL O PAPEL DO AGRONEGÓCIO

Glauber

GLAUBER SILVEIRA

Um novo ano se inicia, e junto com ele vem a esperança de renovação e novas conquistas. Porém, no que se trata do agronegócio, nem sempre isto é uma realidade. Temos sido surpreendidos em particular nas viradas de ano com surpresas negativas. E a esperança de melhorias não têm sido uma realidade no agro, mas sim maiores dificuldades a cada ano que se inicia. Sei que pareço negativista, mais espero que façamos uma reflexão do que podemos mudar em nosso futuro. Em 2017, tivemos avanços importantes, que há muitos anos esperávamos e que deram um alento para o setor produtivo. Um deles foi a terceirização no trabalho que foi regulamentada, uma lei importante que coloca na legalidade toda a relação de trabalho que já vinha ocorrendo no campo. Afinal, a modernidade e a escala do agronegócio passam a exigir especialização e eficiência que muitas vezes é mais fácil se conseguir com a terceirização, que se especializa na realização de determinado serviço.

Outro avanço importante foi a lei trabalhista que regulamenta o que já vinha acontecendo no campo. Ou seja, as regras para o campo passam a ser orientadas pela atividade rural, não sendo mais orientada aos moldes da atividade urbana que ocorre em ambiente controlado, sem a interferência do clima. Uma fábrica de automóveis não interrompe sua linha de produção em detrimento da chuva que cai lá fora. Porém, a atividade agrícola que ocorre a céu aberto tem toda a interferência de São Pedro. Se chove não se colhe, porém, se o dia está com sol, muitas vezes se precisa colher por dez horas, e isso agora foi normatizado.

Nestas duas leis, a da terceirização e a trabalhista, tivemos avanços muito esperados, e que sem dúvida foram conquistas important...

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