Pesquisa

Uma história de sucesso da CIVILIZAÇÃO

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Desde a sua origem, no México, uns 9 mil anos atrás, o milho foi submetido a uma série de melhorias e evoluções técnicas, tecnológicas e genéticas para ultrapassar a marca de 1 bilhão de toneladas produzidas a cada ano no mundo. Muitas também foram as mudanças no Brasil, inclusive territoriais

Rubens Augusto de Miranda, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo

A cultura do milho é um caso de sucesso que se confunde com a própria história da civilização humana. Desde sua origem, no México, há 9 mil anos, até os dias atuais, o milho galgou degraus para angariar o status de cultura agrícola mais importante do mundo, sendo a única a ter ultrapassado a marca de 1 bilhão de toneladas produzidas anualmente. Se já não bastasse a enorme quantidade produzida, o milho também se notabiliza pela quantidade de usos. Estima-se que há mais de 3.500 aplicações diferentes para esse cereal. Além da tradicional função de alimentar pessoas e animais, o milho ainda é utilizado para produzir uma infinidade de produtos (ou como componente deles), tais como combustíveis; excipientes de medicamentos, sabonetes, detergentes, cosméticos, polímeros, vitaminas, tintas, goma de mascar, baterias elétricas, pneus, cervejas, fogos de artifício e mais diversos outros.

Após vários estudos genéticos ao longo das últimas décadas, sabe-se hoje da origem mexicana do milho e que o teosinto, uma gramínea, é o seu ancestral. O processo de domesticação do teosinto por meio da seleção de plantas, cujas espigas possuíam maior quantidade de grãos de forma intacta, acabou por resultar na forma mais básica do milho como o conhecemos hoje. Cabe ressaltar que esses estudos genéticos foram norteados pelas evidências arqueológicas já existentes que...

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