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2018: produção cai, preços sobem

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Estados Unidos e China respondem por mais de 50% da produção mundial de milho. No Brasil, que As cotações ruins de 2017 vão encolher a área de milho em 14,3% na primeira safra e em 4,1% na segunda, queda também explicada pelo clima. O consumo interno do cereal aumentou 2,7% ao ano de 2000 a 2017, e as exportações se submeteram a um boom: de quase zero em 2000 para mais de 30 milhões de toneladas no recorde de 2015

Carlos Cogo, consultor em agronegócios, www.carloscogo.com.br

Desde a safra 1990/1991, houve uma forte inversão de cultivos no Brasil. A área de milho primeira safra (colhida no verão) encolheu 64%, de 12,9 milhões para apenas 4,7 milhões de hectares. A soja precisava de espaços para se expandir no plantio de verão e a área da oleaginosa, nesse mesmo período, saltou 261%, de 9,7 milhões para os atuais 35,2 milhões de hectares – um crescimento em superfície de impressionantes 25,5 milhões de hectares. Evidentemente, esse avanço não ocorreu somente sobre as áreas de milho primeira safra, mas também sobre o arroz de terras altas, feijão primeira safra, algodão primeira safra e pastagens.

Simultaneamente, se viu uma constante migração da área de milho para o cultivo em segunda safra (no inverno), que saiu de pouco mais de 500 mil hectares, para os atuais 11,7 milhões de hectares um expressivo incremento de 2.227%. Dessa forma, no somatório das duas safras anuais de milho (verão e inverno), o Brasil cultiva atualmente 16,4 milhões de hectares, um incremento de 22% desde 1990/1991. Desde aquela safra, a produção brasileira de milho deu um salto de 310%, atingindo o patamar recorde de 100 milhões de toneladas em 2017. Desse montante, 70% são obtidos na segunda safra e 30% na primeira, o que fez a ...

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