Plantio Direto

ROTAÇÃO DE CULTURAS: um exemplo comprovado de retorno financeiro

Economista Júlio César dos Reis, mestre em Ciências Econômicas, Embrapa Agrossilvipastoril; médica veterinária Mariana Yumi Takahashi Kamoi, Rede ILPF; zootecnista Miqueias Michetti, Imea; engenheiros agrônomos Silvio Tulio Spera, doutor em Agronomia, Flávio Jesus Wruck, mestre em Fitotecnia, e Eduardo da Silva Matos, doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Embrapa Agrossilvipastoril

Aliar aumentos constantes de produtividade com preservação e recuperação ambiental é o atual desafio da atividade agropecuária. A crescente demanda por alimentos, o aprofundamento das discussões referentes aos impactos ambientais e a valorização da sustentabilidade da produção colocam em xeque o atual modo de produção baseado em atividades intensivas em capital, pouco diversificadas, e que, apesar de terem contribuído com o aumento da produtividade, revelaram como contrapartida altos índices de degradação ambiental, associado a perdas de fertilidade e de capacidade produtiva. Nesse cenário, o sistema plantio direto (SPD) tem ganhado cada vez mais espaço junto ao setor produtivo, sendo também uma das principais tecnologias apoiadas pelo Governo Federal para a promoção de um modelo de agricultura sustentável no País.

Plantio

Estudo analisou, ao longo de dez anos, cenários da viabilidade econômico-financeira da utilização do SPD no modelo de produção mais observado na região Médio Norte de Mato Grosso

O primeiro fator que influenciou o produtor rural brasileiro a adotar o SPD foi o controle da erosão hídrica. Porém, foi a redução de custos e do tempo operacional, ampliando o intervalo de semeadura entre a safra e a safrinha (ou safra de inverno e safra de verão no sul do Brasil) ao suprimir as operações de revo...

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