Segunda Safra

Era uma vez a SAFRINHA...

Segunda

O cultivo de segunda safra respondeu por quase 70% da colheita de milho em 2016/17. Mesmo com o incremento na produtividade, o clima é o principal desafio dos produtores

Denise Saueressig
denise@agranja.com

Ficaram no passado as razões pelas quais o cultivo do milho fora da temporada de verão foi chamado de safrinha no Brasil. Cultura planejada com pouco investimento na década de 1980 como uma alternativa às frustrações com o trigo (caso do Paraná), a lavoura de segunda safra no ano passado representou 69% da produção nacional do cereal. A área plantada passou de 4,5 milhões de hectares em 2006/07 para 12 milhões de hectares em 2016/17. No mesmo período, a produção pulou de 14,7 milhões para 67,3 milhões de toneladas. O Centro-Oeste colheu 46 milhões de toneladas no mais recente ciclo. Em seguida aparece a Região Sul, onde o Paraná é o único produtor de segunda safra, com 13,1 milhões de toneladas.

O grande salto ocorreu no ciclo 2011/ 12. “Foi quando houve a inversão, ou seja, momento em que a produção de grãos de milho segunda safra passou a ser maior do que a da primeira safra”, recorda o pesquisador Claudinei Kappes, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT). Na opinião do especialista, dificilmente essa realidade será alterada, já que o produtor busca esse cultivo para explorar mais seu sistema, maximizar o uso dos equipamentos e recursos humanos e aumentar a rentabilidade. “O cultivo do milho verão tem se restringido em áreas sob rotação de culturas e em locais em que não há condições de se obter uma segunda safra com sucesso devido à baixa disponibilidade hídrica”, complementa.

A ampliação da área de soja aliada a ajustes tecnológicos, como equipament...

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