Usos Alternativos

O cereal muito ALÉM da ração

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Além da alimentação animal e humana, o milho tem outras inúmeras possibilidades, que incluem a composição de produtos como cosméticos, polímeros e combustível

Acultura agrícola mais produzida no mundo também tem como uma de suas características a versatilidade de usos. A estimativa é de que existam mais de 3,5 mil diferentes possibilidades de utilização do milho. Do total do cereal consumido no Brasil, 77% têm como destino a alimentação animal. O restante é dividido entre usos da indústria, consumo humano, perdas, produção de sementes e, mais recentemente, fabricação de etanol. Entre a parcela de apenas 3% voltados ao consumo humano direto, se destacam o milho-verde, o milho-pipoca e o mini milho, que é a espigueta colhida em estágio bem inicial. A partir do grão que passa por algum tipo de processamento industrial, produtos diversos são fabricados, como pães, bolos, salgadinhos, óleo, flocos, amido, canjica e farinhas.

O milho também pode ser ingrediente de materiais e alimentos como sabonetes, detergentes, cosméticos, tecidos, papel, tintas, pneus, vitaminas, baterias elétricas, refrigerante, margarina, iogurte, mostarda, ketchup, sorvete, refrigerante, chiclete, entre muitos outros. “Componentes químicos muito importantes são extraídos do cereal, e encanta a quantidade imensa de possibilidades”, salienta a pesquisadora Maria Cristina Dias Paes, da Embrapa Milho e Sorgo. “É surpreendente que um polímero de milho possa dar origem a um CD de música ou a uma embalagem biodegradável”, enumera.

Grande parte dos tipos de milho cultivados no Brasil são diferentes daqueles encontrados em países de clima temperado. “Os grãos semiduros e duros representam 67,7% do nosso mercado e são os preferidos pela indústria e pelos produtores, pelas su...

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