Glauber em Campo

DESAFIOS E PERSPECTIVAS DA PRODUÇÃO DO MILHO NO BRASIL

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GLAUBER SILVEIRA

O milho tornou-se uma importante cultura para o Brasil, que há 20 anos era importador e atualmente é um dos principais exportadores mundiais do grão. O Brasil consome atualmente 56 milhões de toneladas e exporta mais de 30 milhões. Saímos de uma produtividade média nacional de 2.600 quilos/ hectare há 20 anos para 5.600 na última safra. Isso mostra o quanto avançamos e o quanto ainda podemos avançar, sendo que temos produtores que têm obtido 10 mil quilos/hectare. Com isso, podemos ganhar muito ainda em produção na mesma área e também expandir na segunda ou na primeira safra.

O milho passou a ter uma importância particular para o Mato Grosso, com uma produção em franco crescimento. Analisando-se apenas a chamada segunda safra, o estado passou de 911,1 mil para 4,61 milhões de hectares semeados entre 2005 e 2017. Da mesma forma, a produção saltou de 3,55 milhões para 28,6 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab, 2017a). As expectativas são de que esse movimento continue ocorrendo, uma vez que a projeção é de que em 2025 a produção deverá ser de 38,53 milhões de toneladas.

Essa grande produção gera benefícios, mas também desafios. Há a necessidade de se agregar valor à produção com uma indústria beneficiadora mais próxima, gerando uma gama de vantagens para o setor, dentre elas a redução do custo de transporte. Este, por sua vez, representou em 2017 um deságio bastante significativo sobre o preço pago ao produtor, de forma que o custo do frete de grãos médio entre Sorriso/MT e Santos/SP – o principal porto de escoamento – foi de R$ 15,51/saca (Imea, 2017b) enquanto que o preço de venda do produtor estava entre R$ 10 ...

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