Comércio

Apenas três PLAYERS globais: Estados Unidos, Brasil e Argentina

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Os três países juntos atendem a fluxo de comércio próximo a 100 milhões de toneladas de milho. Os estoques mundiais estão elevados, acima de 200 milhões de toneladas, dos quais apenas os americanos detêm 63 milhões – o que vai segurar aumentos na Bolsa de Chicago

Paulo Molinari, consultor de Safras & Mercado

São poucos participantes no mercado internacional do milho, basicamente, Brasil, Estados Unidos e Argentina. Ucrânia e China surgem como complementares nesse ambiente de comércio. Contudo, esses três grandes produtores e exportadores têm conseguido atender a uma demanda mundial com fluxo de comércio próximo a 100 milhões de toneladas. Apesar da demanda mundial ter superado 1 bilhão de toneladas e se tratar do cereal mais consumido em nível mundial, os estoques são elevados, próximos a 200 milhões de toneladas, sendo que uma grande parcela desse volume está em poder do principal exportador mundial, os Estados Unidos.

Os americanos detêm hoje um grande estoque de milho, em torno de 63 milhões de toneladas para este ciclo 2017/18. Esse seria o primeiro entrave para fortes altas de preços internacionais no curto prazo. Se esses estoques continuarem altos, os preços na Bolsa de Chicago resistirão a altas. A questão é que os preços baixos atuais não são bons também ao produtor norte-americano, o qual deverá decidir por uma nova retração de área plantada em 2018. Essa transição levaria mais área para a soja e/ou conservação de solos. O corte poderia provocar um ambiente diferente nos preços internacionais no que diz respeito ao quadro para o segundo semestre de 2018. Há o fator clima sobre a safra local e o risco de os estoques cederem bastante em caso de algum fator ...

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