Agricultura 4.0

TECNOLOGIA AEROESPACIAL PARA A AGRICULTURA

Agricultura

(Parte II)

Carlos Otoboni

Dando continuidade ao tema da edição anterior, discorrerei sobre uma família de satélites que produzem imagens da Terra e que apresentam um potencial grande para a agricultura digital. Esses, ao contrário dos satélites do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), são posicionados em altitudes mais baixas, estando os principais entre 500 a 1.000 quilômetros da superfície terrestre. Sendo assim, gostaria de destacar alguns que tenho usado em trabalhos de estudos agronômicos, como o Landsat, CBERS, Sentinel, Rapideye, Geoeye, Spot, Plaiades e Worldview, nessa sequência de menor para maior interesse nos estudos desenvolvidos. Existem muitos outros equivalentes e até superiores em algumas tecnologias para aplicações agrícolas, porém, ainda não tive acesso às imagens produzidas por eles.

Os do Grupo Landsat são considerados pioneiros, visto que o programa se iniciou na década de 1960, sendo o primeiro do grupo, Landsat-1 (ERTS-1), lançado em 1972. Hoje está na versão 8 (Landsat-8), com as melhores aplicações para a agricultura do grupo, limitado pelos sensores de resolução espacial ao redor de 15 metros e revisada de 16 dias. Contudo, essa plataforma possui um acervo de imagens do Brasil riquíssimo de mais de 30 anos, que podem ser utilizadas para diversos estudos de ocupação de solo e, historicamente, deu suporte às principais pesquisas de sensoriamento remoto brasileiras.

O China-Brazil Earth Resources Satellite ou Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) é uma iniciativa nacional juntamente com a China. O programa CBERS se iniciou em 1988 através de uma pareceria entre a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) e o Instituto ...

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