Glauber em Campo

UMA SAFRA PARA LÁ DE PREOCUPANTE

Glauber

GLAUBER SILVEIRA

Estamos indo para a quarta safra em que a rentabilidade vem caindo. E esta em particular passa a ser negativa, apesar de os custos de produção até terem recuado algo em torno de 4%, mas o poder de compra da soja caiu 20%. Sendo assim, precisamos desembolsar muito mais soja para pagar o mesmo custo. Mas o agro, apesar de estar vendo seus produtores entrarem em uma zona de endividamento, apresentou em setembro um superávit de US$ 7,4 bilhões, e no acumulado do ano são US$ 63,3 bilhões. Ou seja, é o agro ajudando o Brasil.

Uma nova safra foi iniciada; produtores plantam onde as chuvas contribuem, mas infelizmente a safra está atrasada. Em Mato Grosso, o plantio estava em meados de outubro com 50% de atraso com relação à safra anterior. Isso faz com que todos fiquem preocupados, afinal, quanto mais se atrasa o plantio maior o risco de se diminuir produtividade. Em uma safra em que o preço da soja tem ditado margens apertadas ou negativas, a produtividade é um fator determinante para o sucesso.

Infelizmente as previsões climáticas para a América do Sul não são das melhores. Indicam maior instabilidade nas precipitações e também no seu atraso. Alguns produtores que se aventuraram em fazer o plantio no pó agora se apressam a buscar mais semente para fazer o replantio de algumas áreas. O atraso no plantio da soja traz consequências para a safra de milho que vem na sequência, ou seja todo o planejamento fica comprometido.

O Brasil parte para uma área plantada de soja recorde, mas a perspectiva de produção é menor que da safra anterior, que foi de 114 milhões de toneladas. Para a safra brasileira 2017/ 18 o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) prevê uma produção de 10...

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