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PAÍSES TROPICAIS NÃO VÃO PRODUZIR ALIMENTOS DESTRUINDO RECURSOS NATURAIS

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ALYSSON PAOLINELLI

Acabo de participar do Summit Norman Borlaug no World Food Prize, em Des Moines, capital de Iowa, Estados Unidos. É hoje indiscutivelmente o maior e mais sério debate sobre a fome no mundo com a participação das principais entidades, empresas e universidades do planeta. Ali se tem como avaliar o que pensam e o que esperam dos centros produtores atuais e potenciais do mundo inteiro. Já reconheceram o potencial do Brasil, tanto que em 2006 o pesquisaddor da Embrapa Edson Lobato e eu fomos laureados com o Prêmio Maior. É importante reconhecer que, com essas láureas, quiseram dizer bem claro os feitos que o Brasil fez desde a década de 1970 e que levaram o mundo a reconhecer que surgiu aqui no Hemisfério Sul tropical uma nova potência, baseada em nova tecnologia e em novos conceitos de uma agricultura tropical altamente competitiva e, sobretudo, sustentável.

Hoje reconhecemos, pelo que temos visto, que não é bem assim. Muitos ainda levantam as suspeitas de que os países tropicais do globo podem inundar de grãos e proteínas nobres os países consumidores, à custa dos recursos naturais que possuímos. Muitos ainda insistem em afirmar que estamos destruindo os nossos recursos naturais, especialmente a nossa floresta amazônica para produzir proteínas nobres como a carne bovina e até mesmo os grãos que somos altamente competitivos. Fazem questão de “desinformar” sem de fato reconhecer o que verdadeiramente está acontecendo. Chegam a afirmar que estamos destruindo os nossos recursos naturais ou biomas, quando o que se passa na realidade é exatamente o contrário. O Brasil e a própria América do Sul são os únicos lugares do mundo que ainda mantêm maiores espaços de preservação de vege...

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