Eduardo Almeida Reis

OBRIGADO

Eduardo

EDUARDO ALMEIDA REIS

Com esta, são 35 anos de crônicas mensais para A Granja, sem falhar um só mês, além de duas ou três dúzias de reportagens. Fiz muitos amigos e alguns inimigos. Sêneca (4 a.C.-65 d.C.), um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano, nascido em Córdoba, Espanha, morto em Roma, Itália, escreveu em latim e aqui vai em português: “Quão grande é o povo dos que te admiram, tão grande é o número dos que te invejam. A admiração estará por algum tempo suspensa e muda, como costuma, mas a inveja reconcentrada rebentará com mais força, como de mina, e o que foram aplausos serão estragos”.

Nunca li Lúcio Aneu Sêneca em latim ou em português. Tomei suas frases emprestadas de um livro do Padre Vieira, que desenvolve seu pensamento noutro Sermão: “Todos os bens, ou seja, da natureza, ou da fortuna, ou da graça são benefícios de Deus, e a ninguém concede Deus esses benefícios sem a pensão de ter inimigos. Mofino e miserável aquele que os não teve. Ter inimigos parece um gênero de desgraça, mas não os ter é indício certo de outra muito maior”.

Só aí temos as explicações para a inveja que alguns têm do sujeito que escreve há 35 anos n’A Granja e para os inimigos que fiz nesses 420 meses. Por temperamento, procuro ver o lado alegre e divertido da vida na fazenda, mas devo confessar que nos últimos tempos tem sido muito difícil. O agro vai bem, mas o País vai mal. Economistas e historiadores informam que as crises são cíclicas e o Brasil já conheceu outras iguais ou piores. Não me parece que a informação sirva de consolo para os dias que estamos vivendo. E o noticiário internacional agrega horrores ao clima que se vê no Brasil recordista mundial em homicídios por 100 mil habitantes, muitas ...

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