O Segredo de Quem Faz

Nascido para a DIVERSIFICAÇÃO

O

Leandro Mariani Mittmann
leandro@agranja.com

Café, soja, milho, arroz, pecuária de leite, pecuária de corte, eucalipto, seringueira e até abacate. Não contou? Pois são nove atividades diferentes. Ainda tem espaço para as florestas de Reserva Legal e em Área de Proteção Permanente. E no futuro, ao ser obtida a outorga para irrigação, serão acrescentados hortifrutigranjeiros como o tomate rasteiro. Esse é o resultado do espírito empreendedor de Edison Minohara, 71 anos, da fazenda Nova Casa Branca, de 5.050 hectares, em Ibiá/MG. Desde a infância, esse neto de imigrantes da segunda leva vinda do Japão que mantinham sítio de 28 hectares, em Cravinhos/SP, sempre teve afeição pela diversificação. Foi assim com sua primeira fazenda, também em Cravinhos, e com a atual, adquirida em Minas Gerais, em 2010. “Eu acho que a agricultura é um gráfico de altos e baixos. Nada permanece nas alturas e nada permanece embaixo. E na diversificação você faz o equilíbrio. Quando uma lavoura está ruim, a outra está melhor. Então, dá para equilibrar bem. Os riscos são menores”, justifica.

A Granja — Qual é o seu envolvimento histórico e de sua família com a agricultura?

Edison Minohara — Minha única atividade na vida foi a agricultura. Eu sou neto de imigrantes do Japão, que compraram um sítio. Aí começou a minha vida de me dedicar na área. Depois, quando consegui comprar a primeira propriedade, em 1971, comecei a desenvolver um trabalho na agricultura, no Estado de São Paulo, na região de Ribeirão Preto e Cravinhos. E sempre com uma agricultura diversificada. Trabalhando com hortifrútis, café, pecuária de leite e lavoura, de soja, milho, feijão, arroz... Eu sempre rej...

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