Agribusiness

CAFÉ

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Lessandro Carvalho - lessandro@safras.com.br

PREÇOS DESPENCAM EM NY COM FUNDAMENTOS BAIXISTAS

As cotações do café arábica despencaram na Bolsa de Nova York em junho (coluna escrita dia 22 de junho). Os fundamentos baixistas, com a aposta dos fundos e especuladores em um mercado em queda, derrubaram os preços, que romperam a importante linha de US$ 1,20 a librapeso. A entrada da safra brasileira e a demanda compassada e abastecida estão entre os aspectos que mais pressionaram os valores da commodity. A colheita andou em sua fase inicial sem problemas nas regiões produtoras brasileiras, após algumas chuvas, com as condições climáticas consideradas muito boas para os trabalhos na maior parte do tempo, o que pesou sobre os preços futuros em Nova York. Salvo isso, não houve maiores riscos de geadas ainda, e isso é outro ponto negativo no mercado.

No momento, os consumidores estão tranquilos quanto ao abastecimento. O momento é de entrada da safra brasileira e de uma demanda arrefecida no Hemisfério Norte pela chegada das estações mais quentes do ano. Para completar, os estoques dos consumidores estão em patamares elevados. Nos Estados Unidos, a Green Coffee Association apontou os estoques ao final de maio em 7,1 milhões de sacas de 60 quilos, patamar mais elevado desde 1994. Com o cenário desfavorável em NY, os preços também caíram no mercado físico brasileiro em junho. O produtor tenta dosar a oferta, mas naturalmente as cotações foram recuando no mês. Os compradores também agiram com cautela, esperando para que as perdas externas fossem refletidas nos valores locais. A comercialização da safra de café do Brasil 2017/18 (julho/junho) chegou a 20% até 12 de junho, dado de Safras & Mercado. As vendas estavam atrasadas em relação a...

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