Fitossanidade

Tratamento de sementes de soja com FUNGICIDAS

Como a maioria das doenças da soja tem origem em patógenos que podem ser transmitidos pela semente, o ideal é deixá-las protegidas para gerar plantas - e lavouras - saudáveis

Augusto César Pereira Goulart, pesquisador, M. Sc. Fitopatologia/Patologia de Sementes da Embrapa Agropecuária Oeste

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A maioria das doenças de importância econômica que ocorrem na cultura da soja é causada por patógenos que podem ser transmitidos pelas sementes. Através delas, esses microorganismos sobrevivem através dos anos (meio de perpetuação de doenças de geração a geração) e se disseminam pela lavoura, como focos primários de doenças. As principais implicações resultantes da interação patógenos-sementes são as seguintes: introdução de doenças em áreas novas ou mesmo a reintrodução em áreas cultivadas nas quais a doença já havia sido controlada pela adoção de práticas eficientes de manejo, como, por exemplo, a rotação de culturas; disseminação de patógenos a longas distâncias; aumento de inóculo em áreas de cultivos sucessivos, e redução do vigor e do poder germinativo das sementes (esses danos estão relacionados à presença nas sementes dos fungos Phomopsis sojae e Fusarium semitectum).

Como consequência dessas implicações, ocorre redução da produtividade e aumento do custo de produção para o controle dessas doenças. Um grande número de microorganismos fitopatogênicos pode ser transmitido pelas sementes de soja, sendo o grupo dos fungos o mais numeroso. Os de maior importância no Brasil são os seguintes: Phomopsis sojae, Colletotrichum truncatum, Cercospora kikuchii, Fusarium semitectum, Sclerotinia sclerotiorum, Corynespora cassiicola e Aspergillus flavus. No caso dos patógenos de solo, merece des...

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