Internacional

ÍNDIA no horizonte do agronegócio brasileiro

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O populoso país asiático tem grandes perspectivas de se tornar um importante consumidor de carnes, produtos lácteos e ovos e, como conseguinte, um grande importador de soja e milho – sobretudo das lavouras brasileiras. Muitas previsões colocam a Índia como uma gigante na economia mundial. E em breve

Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

Vasco da Gama foi o primeiro ocidental a percorrer o caminho que o levou ao Oriente, utilizando uma rota “nunca antes navegada”. Foi ao Oriente atrás de especiarias, em contraste com o que o Brasil busca hoje nessa região: mercado para os seus produtos, principalmente alimentos e minérios. Soja e minério de ferro promoveram a China ao posto de principal parceiro comercial do Brasil.

Mais de 70% das exportações brasileiras do grão e 60% do óleo de soja têm a China como destino, dada a grande necessidade que esse país tem pelo farelo proteico da oleaginosa, necessário para alimentar seu enorme plantel de suínos e de aves (primeiro e segundo produtor global, respectivamente). Embora grande produtora de milho (220 milhões de toneladas), a China produz pouca soja (cerca de 12 milhões de toneladas), precisando importar grandes volumes anuais, principalmente do Brasil e dos Estados Unidos, para elaborar as rações que alimentarão seus animais domésticos produtores de carne.

Mas, e a Índia!? Existem indícios indicando que a próxima década poderá ser a década da Índia no agronegócio mundial, ocupando o espaço que foi da China e, assim, talvez, repetir o milagre desenvolvimentista global que a China patrocinou no decorrer das últimas décadas, sendo o Brasil um dos grandes beneficiados.

O PIB da Índia superou o do Brasil recentemen...

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