Calagem

CORREÇÃO, a primeira de todas as práticas

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Os solos brasileiros em sua maioria são ácidos, pela sua origem e também por causa da exploração agrícola. E em terra ácida a fertilidade e, por consequência, o desenvolvimento da cultura são comprometidos. A correção, portanto, é uma prática impositiva para se obter produtividade

Bruno Loman e Nathalia Sartore, Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão (GAPE) da Escola Superior Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP)

Os solos ácidos abrangem praticamente todo o território brasileiro, com exceção do semiárido nordestino. A acidez diminui a disponibilidade de nutrientes como cálcio, magnésio e potássio e aumenta a solubilidade de alguns íons, que em concentração elevada são tóxicos para a maioria das culturas, como o alumínio e manganês (Frachini et al., 2001). Com isso, a fertilidade do solo também é comprometida e o ambiente de desenvolvimento das culturas apresenta desequilíbrio na disponibilidade de nutrientes para as plantas. Os fatores descritos acima fazem com que a acidez seja considerada uma das principais causas da redução do potencial produtivo dos solos tropicais (Quaggio et al., 1993)

E a calagem é um método corretivo que pode ser empregado para corrigir ou diminuir a acidez do solo. Através da aplicação de calcário (Ca/MgCO3) é possível baixar a concentração de íons hidrogênio (H+), de alumínio (Al3+) e manganês (Mn2+) e ainda elevar os teores de cálcio e magnésio na solução do solo (Malavolta, 1979)

A acidez é representada pelo índice “pH”, potencial hidrogeniônico. O pH ideal do solo para o bom desenvolvimento da maioria das culturas é por volta de 6,5, pois é a faixa de pH que apresenta a melhor disponibilidade da maioria dos nutrientes. Contudo os valores mai...

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