Olivicultura

A hora do AZEITE brasileiro

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Cultivo de olivais cresce nas Regiões Sul e Sudeste, onde produtores investem na fabricação de azeites de alta qualidade

Denise Saueressig
denise@agranja.com

Os registros históricos indicam que as árvores da oliveira estão presentes no Brasil desde a época da colonização. No entanto, o cultivo dessa planta milenar e tradicional, especialmente às margens do Mar Mediterrâneo, foi desestimulada pelos portugueses, que temiam perder mercado para a sua produção. Não por acaso, até hoje os fabricantes de Portugal são os principais fornecedores de azeite de Fernando Dias/Seapi oliva para o País.

Praticamente 99% dos azeites consumidos no Brasil são importados. Um mercado em crescimento, que passou de 19 mil toneladas adquiridas em 2006 para 48,8 mil toneladas em 2016. Em 2014, o volume foi recorde, de mais de 73 mil toneladas, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Algumas tentativas de cultivo e iniciativas de pesquisas ocorreram ainda na década de 1940, mas a produção de oliveiras no País só ganhou impulso significativo a partir dos anos 2000. No Rio Grande do Sul, a área plantada com olivais teve surpreendente crescimento na última década. De 12 hectares em 2005, passou para cerca de 2 mil hectares este ano, segundo informações do Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva). Desse total, devido ao tempo necessário para a maturidade das árvores, em torno de 500 hectares estão efetivamente em produção.

Aproximadamente 160 produtores cultivam olivais no estado, e 16 marcas de azeite estão cadastradas no Pró-Oliva, que foi lançado em 2015 pela Secretaria da Agricultura. Na safra 2016/ 2017, a produção de frutos alcançou 550 toneladas q...

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