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Controle BIOLÓGICO bem-vindos inimigos (naturais)

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Cabe ao homem – leia-se indústria, pesquisa e, sobretudo, agricultor – colaborar para que a tecnologia do uso de biodefensivos e insetos predadores se dissemine no tratamento fitossanitário da agricultura brasileira. Inclusive em lavouras de larga escala. O mercado de controle biológico tem crescido a taxas de 15% ao ano no Brasil, e estima-se que poderá abocanhar de 10% a 15% do segmento fitossanitário em apenas três anos – dez vezes mais do que o atual. Porém, ainda existem algumas resistências a serem superadas, a começar pela mudança de consciência do produtor brasileiro – que é responsável por demandar um quinto dos agroquímicos produzidos no planeta

Leandro Mariani Mittmann
leandro@agranja.com

Nada como a natureza para curar os males da natureza. Eis o princípio de um conceito chamado controle biológico de pragas e doenças. Mais do que uma concepção, uma série de razões indicam um horizonte promissor a esse método de enfrentamento natural das cada vez mais crescentes ameaças fitossanitárias das diferentes lavouras brasileiras.

 

O uso de biodefensivos, ou seja, produtos à base de fungos, bactérias e vírus que controlam doenças e pragas, assim como de insetos predadores, que combatem pragas, tem crescido a índices expressivos nos anos recentes – tanto em adesão de agricultores como em lançamentos de produtos e atenção de empresas, inclusive de grandes multinacionais de defensivos químicos. E a constar: não é mais uma onda orgânica. O controle biológico é uma tecnologia para uso generalizado na agricultura brasileira – ainda que, para sua massificação, muitas barreiras terão que ser superadas.

Estima-se que os biológicos ainda tenham um espa...

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