Glauber em Campo

UM DESAFIO BOM: A ABUNDÂNCIA DA PRODUÇÃO

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GLAUBER SILVEIRA

Pelo que tudo indica, teremos uma grande safra de milho. Os números apontam para uma produção em torno de 97 milhões de toneladas, um crescimento de 45% em relação à safra anterior, que, claro, foi de 67 milhões em virtude dos problemas climáticos. Será a maior safra de milho de nossa história. Mas o que deveria ser comemoração traz preocupações pelo baixo preço, pela falta de armazéns e a pior logística de transporte que um país exportador possa ter. Mas, como disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, é melhor lidar com os problemas da abundância do que com a falta de produção.

O Brasil vem se configurando como um grande produtor de milho e tem um potencial enorme para dobrar, no curto prazo, essa produção. Infelizmente, pelo frete mais caro do mundo, cada tonelada a mais que produzimos gera uma pressão muito grande nos preços. Dos 97 milhões de toneladas que podemos chegar a produzir com muito esforço, nosso consumo deve chegar a 61 milhões. Sobrariam 36 milhões de toneladas, totalmente concentradas na região Centro-Oeste, a pelo menos 2 mil quilômetros dos portos e a um frete que sobe a cada dia por inúmeros fatores, como estradas ruins, pressão de frete pela falta de armazéns, logística rodoviária e não-ferroviária.

Nas edições do fórum Mais Milho têm se discutido muito a questão da estabilidade de preço, quais as políticas públicas que poderiam ajudar no equilíbrio financeiro da cultura, como produtores e a indústria poderiam buscar o equilíbrio de preço – afinal, preços muito altos ou baixos não interessam a ninguém. Ficou claro investimento em logística e em ferrovia é fundamental, pois dessta forma o preço, tanto para vend...

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