Primeira Mão

 

INOVAÇÕES DO AGRO & COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE

O vice-presidente executivo e Chefe de Tecnologia da Monsanto, Robert Fraley, esteve no Brasil no mês passado e visitou a 18ª edição da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS. Um dos criadores da soja RR, Fraley conversou com um grupo restrito de jornalistas por meia hora. Entre os temas mais abordados, a necessidade de melhorar a comunicação sobre os benefícios da biotecnologia para o grande público. “Tudo o que a ciência consegue fazer pela agricultura deve ser divulgado. Precisamos enfatizar a importância da tecnologia para a produção de alimentos. Se não nos comunicarmos adequadamente, as inovações, que são absolutamente seguras, podem ser entendidas de forma equivocada”, analisou.

Fraley ainda considerou impressionante o crescimento da agricultura no Brasil, país que visitou pela primeira vez na década de 1990. “O produtor brasileiro demonstrou um grande apetite pela inovação tecnológica e assumiu muitos riscos nas últimas décadas, quando incorporou novas áreas”, observou. Em 1983, Fraley e outros três pesquisadores da Monsanto foram os primeiros a modificar plantas geneticamente. Para o cientista, que é Ph.D. em microbiologia e bioquímica e pós-doutor em biofísica, as mudanças que ocorrerão nos próximos dez anos na agricultura serão ainda mais intensas do que as que foram vistas nos últimos 30 anos.


CAIXA PRETA DAS EXPORTAÇÕES

Quanto o Brasil exportou em óleo de dendê para Angola em 1999? E em ameixas secas para a Nova Zelândia em 2011? Ou soja para a China em 2006 e a que valores? Todos os números de movimentações dos nossos portos de mais de 400 produtos de origem animal e vegetal e derivados no período de 1997 a 2016 estão disponibilizados pela Embrapa, a partir de um painel interativo no Sistema de Inteligência Estratégica da entidade, o Agropensa – em www.embrapa. br/agropensa/comercio-exterior-agro. “A partir de ferramentas de processamento em nuvem e bussiness intelligence é possível realizar milhares de consultas e análises por países e produtos selecionados, em que o usuário poderá gerar gráficos de preço médio praticado nas exportações e nas importações em cada relação bilateral, estimado a partir do valor monetário e da quantidade comercializada”, descreve o coordenador do Agropensa, Édson Bolfe.


Nosso arroz nos pratos mexicanos

O Brasil agora está habilitado a exportar arroz em casca para o México. “É uma grande notícia para o setor. Temos que saldar o esforço das entidades e do Ministério da Agricultura, que foram determinantes para esse acordo com o México”, comemorou o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles. Uma comitiva composta pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Federarroz vai neste mês ao México para ajustar os últimos detalhes do acordo.


ASSODEERE, DUAS DÉCADAS!

A Associação Brasileira dos Distribuidores John Deere (Assodeere) completou 20 anos de existência em 21 de março. Em uma reunião do Planejamento Estratégico 2017/2018 para a Rede de Concessionários John Deere, em Indaiatuba/SP, que deu início às comemorações do aniversário, o presidente da Assodeere, Alexander Höhl (sentado, com a Diretoria), homenageou os ex-presidentes da entidade. “Essa trajetória tão bem sucedida só pôde se concretizar por meio do empenho de pessoas que muitas vezes deixaram suas empresas para se dedicar em prol do grande objetivo de integrar, assistir e representar os associados visando ao fortalecimento da Rede John Deere. Nessa noite especial, homenageamos os responsáveis pela construção dessa jornada”.


VALMONT COM NOVOS COMANDOS

A Valmont anunciou que João Rebequi (à dir.), atual diretor-presidente da unidade brasileira, assumirá os negócios na América Latina como vice- -presidente, a partir deste mês. E o seu sucessor na unidade brasileira será Renato Silva (à esq.). Rebequi é natural de Porto Alegre, graduado em Ciências Jurídicas e Sociais, possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV e Mestrado pela Universidade Positivo. Na área de agronegócios atuou no Banco John Deere e na Case New Holland, e está na Direção da Valmont desde 2013. Já Renato Silva atuava como diretor de Vendas e Marketing na Pla do Brasil, é bacharel em Engenharia Mecânica e possui MBA em Gestão Comercial pela Universidade de Vendas do Brasil.


+49%

...essa foi a movimentação em vendas de máquinas agrícolas no primeiro bimestre do ano em relação aos primeiros dois meses de 2016. Em fevereiro a comercialização cresceu 33,5% ante fevereiro/ 2016; em janeiro já tinham sido 16,2%. Os números são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea (mais sobre a indústria na página 74, em Máquinas em Movimento). “O campo ainda tem muito espaço para mecanização e estamos voltando para um patamar adequado para o País”, argumentou a vice-presidente da entidade, Ana Helena de Andrade.


Teremos uma recuperação econômica, acredito, mais forte do que as pessoas estão esperando, o que deve gerar várias oportunidades de negócios. A demanda por alimentos deve crescer mais do que está especificado atualmente pelos mercados, o que significa preços melhores, boas perspectivas de rentabilidade e produção para o nosso produtor”.

Economista Ricardo Amorim, em palestra no Show Safra BR-163, em Lucas do Rio Verde/MT.


PIBÃO AGRO

No ritmo da safra recorde de grãos (algo como 217 milhões de toneladas), a agropecuária brasileira deverá representar metade do (pífio) crescimento do PIB do Brasil em 2017. Com crescimento esperado de até 9%, contribuirá com 0,22 ponto percentual sobre a expansão do PIB em 0,48%, estimado pelo boletim Focus, do Banco Central. Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê para este ano crescimento do PIB brasileiro de 0,6% e do agropecuário de 6%.


Esalq/USP: 15 mil formados

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) celebrou, na semana de ingresso dos alunos deste ano, 15 mil alunos formados desde a fundação, em 1901. A homenagem simbólica foi a entrega do certificado de formando número 15.000 para Beatriz Ferreira, graduada em Ciências Econômicas, das mãos do presidente da Comissão de Graduação da Escola, professor Luis Eduardo Aranha Camargo. “Eu ganhei o Prêmio Luiz de Queiroz para Ciências Econômicas, e minha média foi 9,7, a maior da história da Economia na Esalq. Então, talvez, tenha sido por esse motivo que eu fui escolhida para essa representação”, destacou ela. Só em engenheiros agrônomos ‘esalqueanos’, são 11.570, desde 1903.