Primeira Mão

 

Megabanco genético compartilhado

Acordo entre a Embrapa e o Crop Diversity vai viabilizar a migração automática de dados públicos sobre recursos genéticos de plantas geradas na instituição brasileira para o sistema de informações Genesys, um portal mundial de informações sobre recursos genéticos vegetais para alimentação e agricultura que reúne dados de bancos genéticos de mais de 250 países (11 milhões de registros). Os dados serão migrados do AleloVegetal (www.embrapa.br/pt/alelo), responsável pela documentação e informatização de registros gerados pelas pesquisas de recursos genéticos. Uma das finalidades da cedência é cumprir as exigências do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura, ratificado pelo Brasil em 2006, que estimula o compartilhamento de dados para facilitar o acesso aos acervos genéticos vegetais mantidos em diferentes instituições.


PODE CONTAR COM O CAMPO, BRASIL!

A New Holland lançou, no Show Rural Coopavel, o movimento Conta Comigo Brasil (#contacomigobrasil), iniciativa com o objetivo de reunir exemplos de ações bem-sucedidas do campo para estimular a retomada da economia do País. Afinal, o agronegócio segue à margem da crise que atinge os demais segmentos da economia e, então, caberia ao campo ser uma espécie de protagonista da virada. “Tudo converge para o agronegócio ser o carro-chefe dessa transformação. Estamos falando de clima, câmbio, recorde de produção e tecnologia para acompanhar essa força. Nós acreditamos no Brasil, temos certeza de que o agronegócio será o líder dessa virada e que a economia do País vai voltar a crescer”, destaca Rafael Miotto (foto), vice-presidente da New Holland para a América Latina. Para fazer parte do movimento, assine o manifesto em www.contacomigobrasil.com.br.


Show das cooperativas

As cooperativas agropecuárias associadas à Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) cresceram o faturamento em 11,3% no ano passado, para R$ 20,45 bilhões, ante R$ 18,38 bilhões. “Tivemos um crescimento no recebimento de trigo e soja e uma elevação fantástica na originação da soja. Isso se deve ao trabalho que as áreas técnicas das cooperativas vêm desenvolvendo com os produtores e dá essa credibilidade ao trabalho do sistema”, avaliou Paulo Pires, presidente da FecoAgro

E a Coamo, sediada em Campo Mourão/PR, sucessivamente vencedora do prêmio Destaques A Granja do Ano na categoria Cooperativas, ampliou suas receitas globais no ano passado em 7,3%, para o recorde de R$ 11,45 bilhões, e promoveu a distribuição de sobras aos associados da ordem de R$ 338,26 milhões – distribuídos conforme a movimentação deles. Segundo o presidente da instituição, José Aroldo Gallassini, o estoque de passagem dos produtos agrícolas foi de 29,30 milhões de sacas, e se esse montante fosse comercializado no ano a um preço médio, resultaria em mais R$ 1,83 bilhão. E os bens de fornecimento contratados em 2016 não retirados equivaleriam a R$ 895,26 milhões. “A somatória desses valores elevaria a receita global para R$ 14,18 bilhões, o que proporcionaria um crescimento de 33%”, contabilizou.

Já a C.Vale (foto), sediada em Palotina/PR, costumeiramente campeã do prêmio Destaques A Granja do Ano na categoria Trigo, aumentou em 24% o faturamento em 2016 ante o ano anterior. Foram R$ 6,8 bilhões. A instituição recebeu a maior safra de soja em sua história, de 2,148 milhões de toneladas, incremento de 30%. E os associados também receberam sobras de R$ 36 milhões.


Nova Kepler Weber

A Kepler Weber, desde o mês passado, tem uma nova configuração acionária: a AGCO anunciou que adquiriu 35% das ações que pertenciam à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil e ao Banco do Brasil. “A aquisição da Kepler Weber aumentaria significativamente nossa posição de mercado no setor de manuseio e armazenagem de grãos da América do Sul”, explicou Martin Richenhagen (foto), CEO da AGCO, que também é proprietária da GSI. “Os produtos da Kepler Weber são complementares aos oferecidos pela GSI e são reconhecidos pelos seus clientes pelo design, pela qualidade e pela inovação. Essa combinação também proporciona sinergias de marketing significativas e uma posição de liderança no mercado sul-americano, bem como fortaleceria ainda mais nossas capacidades para atender grandes clientes globais”.


E o clima? Veja em TempoCampo

A Esalq/USP lançou o Sistema TempoCampo, aplicativo para celular que armazena boletins já divulgados e lança novos materiais sobre como anda a relação entre as lavouras e o clima. Por enquanto, está disponível sobre a cana, soja e milho. As informações expõem um indicativo para avaliar se o clima está auxiliando ou penalizando a produção, e o desenvolvimento foi baseado em diversos projetos de pesquisa na área de modelagem agrícola e de agrometeorologia da Esalq, e tem como principal objetivo apoiar a tomada de decisão e oferecer projeções sobre a produtividade das culturas. Mais em http://sites.usp.br/ tempocampo/


Tecnologias para além-mar

Algumas das pesquisas da Embrapa despertaram o interesse de países que participaram da I Conferência Internacional de Desenvolvimento Econômico e Erradicação da Pobreza por meio da Agricultura (CPLP), em Uberaba/MG, no mês passado. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, explicou em reunião com ministros da Agricultura de língua portuguesa que tecnologias desenvolvidas pela empresa estão à disposição e podem ser negociadas. A conferência foi realizada pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil Moçambique, e teve a participação de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.


EM PROL DAS INDÚSTRIAS FAMILIARES

Uma instrução normativa assinada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tem por meta estimular a criação e a formalização de agroindústrias familiares de laticínios, ovos e mel comuns. As regras valem para estabelecimentos de até 250 metros quadrados, e se referem a exigências de equipamentos e de instalações para essas pequenas agroindústrias, porém, sem prejudicar os parâmetros higiênicos e sanitários. “A medida é para a indústria quase artesanal, formada por milhares de produtores, que só precisavam de oportunidade para crescer”, esclareceu o ministro.


PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO 2017/18

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promove desde fevereiro seis reuniões nas cinco regiões geográficas do País (além do Matopiba) para ouvir propostas de produtores para o Plano Agrícola e Pecuário 2017/18. “Traduzir melhor as demandas dos agricultores de cada setor agropecuário para que o Plano Agrícola e Pecuário traduza o real pensamento do produtor”, definiu o objetivo dos encontros o vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner. Depois, a entidade vai elaborar um documento a ser entregue ao Governo Federal com as prioridades do setor agropecuário para a próxima safra.