Primeira Mão

 

US$ 2,12 bilhões

Esse foi o tamanho das exportações brasileiras de tabaco no ano passado – ou 1,15% do total das vendas externas do País. O produto é o sexto em importância na pauta brasileira, e representou 10% das exportações do Rio Grande do Sul, o segundo produto mais embarcado pelos gaúchos, e o quarto pelos catarinenses. No ano passado, o Brasil embarcou 483 mil toneladas de tabaco, que faz do País o maior exportador (desde 1993). A Região Sul concentra 99% dos embarques.

A União Europeia segue como o principal mercado importador, responsável por 41% do volume em 2016, à frente do Extremo Oriente (28%), da América do Norte (12%), do Leste Europeu (7%), e da África/Oriente Médio e da América Latina (ambos com 6%). E entre os principais países importadores, Bélgica, China e Estados Unidos são os mais importantes, com incremento de 15%, 6% e 10%, respectivamente, no embarcado. Noventa países compraram o produto brasileiro no ano passado.

Pela igualdade

Em encontros bilaterais na Alemanha, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, cobrou que os países tenham uma legislação mais ampla, como a brasileira, sobre o uso dos recursos naturais. Segundo argumentos dele, é preciso que o mundo reconheça os esforços dos produtores brasileiros para gerar uma produção sustentável. “Eu mesmo também sou produtor sustentável e sigo as normas ambientais”, lembrou. No encontro com o vice-ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Jochen Flasbarth, o ministro advertiu que “muito diferentemente do que é comentado no exterior, a agricultura do País tem avançado muito nos últimos anos respeitando o meio ambiente”. Maggi lembrou que a legislação brasileira exige preservação de florestas. “Os outros países também devem ter leis mais amplas sobre o uso dos recursos naturais”. E na 9ª Conferência de Ministros da Agricultura do Fórum Global para a Agricultura e a Alimentação (GFFA), na Alemanha, Maggi defendeu “fortalecer o comércio internacional, sem subsídios distorcivos e sem barreiras comerciais para dar eficiência ao uso de recursos naturais e minimizar a pressão sobre a natureza”.

19 milhões...

... de pessoas: essa é a multidão empregada pelo agronegócio brasileiro. E cerca de metade trabalha “antes da porteira”. Foi o que apurou pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O setor primário emprega 9,09 milhões; os serviços, 5,67 milhões; e a agroindústria, outros 4,12 milhões, além de 227,9 mil no segmento de insumos. Os números são de 2015 (dados mais recentes) e não incluem agricultores que produzem para o consumo próprio. Ente outras estatísticas, o Cepea concluiu que, no agronegócio, 36% dos empregados têm carteira assinada e 33% atuam por conta própria, sendo que 15% estão como empregados sem carteira assinada e apenas 4%, como empregadores. Os demais 12% se distribuem entre as categorias de trabalhadores domésticos, familiares auxiliares ou militares.

+15%

Enquanto o País patina na economia, esse foi o incremento no faturamento das 70 maiores cooperativas agrícolas em 2016. Ou R$ 123 bilhões, segundo estimativa da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) baseada em balanços ainda em fechamento (até janeiro). A performance refletiu o aumento dos preços dos grãos em meados de 2016, visto as quebras em razão do clima adverso em algumas regiões, além da boa demanda internacional no primeiro semestre, que favoreceu as cooperativas exportadoras. Além disso, a crise nacional estimulou produtores a se juntarem a cooperativas, e assim o número de associados voltou a patamares de 2013, quando, então, superou 1 milhão de cooperados. Entre 2014 e 2015, último levantamento da OCB, houve aumento de 2,3%, para 1,016 milhão.

MÁQUINAS: bem vindo, 2017!

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores projeta o aumento de 13% nas vendas de máquinas agrícolas em 2017, assim como a expansão de 6% nas exportações, em função da “melhoria do ambiente da economia brasileira”, justificou para A Granja Ana Helena de Andrade, vice- -presidente da entidade. Segundo ela, já durante o segundo semestre de 2016, o mercado mostrou-se animador, com as vendas crescendo “consistentemente”, resultado dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2016/17 fluindo sem interrupções. “O agricultor voltou a ter confiança no País e está tomando a decisão de investir”, avalia.

Conforme definição dela, 2016 “marcou o início da retomada da confiança do agricultor para fazer investimento”. Para se ter uma ideia, em dezembro último as vendas de tratores (de rodas) aumentaram 94,6% ante o mesmo mês de 2015 e as de colheitadeiras, 62,4%, visto que no último mês de 2015 a confiança do produtor brasileiro na economia do País estava muito ruim. Mais sobre esse mercado no espaço Máquinas em Movimento, na página 78.

Desfile lá e desfile aqui

Causou imediata, indignada e generalizada reação por parte das entidades classistas do agronegócio brasileiro o samba enredo marcado para ir para a Sapucaí da escola Imperatriz Leopoldinense, acusando os produtores de fazerem mal aos índios e à natureza. “Sangra o coração do meu Brasil/O belo monstro rouba as terras dos seus filhos/Devora as matas e seca os rios”, diz trecho do samba enredo. “Ver este segmento atacado em nossa maior festa cultural, de forma equivocada e preconceituosa, é repugnante, é irresponsável. Sabemos que o carnaval tem visibilidade internacional e um enredo chamando produtores de bandidos, de exterminadores de índios e destruidores da natureza fará o serviço de afugentar investimentos importantes”, responde Glauber Silveira, em Glauber em Campo, à página 18 desta edição. Já nos Estados Unidos, o agronegócio é reverenciado, como se vê o desfile de tratores na posse do presidente Donald Trump.

GOOGLE DA TECNOLOGIA AGRÍCOLA

Quer acessar informações ilimitadas sobre agricultura e pecuária? Pois a Embrapa criou a Infoteca-e - Informação Tecnológica em Agricultura, que reúne e permite acesso gratuito a informações sobre tecnologias geradas pela instituição. A verdadeira enciclopédia é integrada por cartilhas, livros para transferência de tecnologia, programas de rádio e de televisão, com linguagem adaptada para o fácil entendimento de produtores, extensionistas, técnicos agropecuários, estudantes e professores de escolas rurais, cooperativas e outros segmentos da produção agrícola. O “Google” da tecnologia agrícola está em www.infoteca.cnptia.embrapa.br.

FMC com novo presidente

A FMC Corporation anunciou que Ronaldo Pereira é o novo vice-presidente para Soluções Agrícolas e Presidente da FMC América Latina desde 1º de janeiro, em substituição a Antonio Zem, que se aposenta da empresa após 38 anos. Pereira atuou extensivamente em cargos das áreas de marketing, desenvolvimento de negócios e liderança comercial, e era diretor geral do Brasil para FMC Soluções Agrícolas. O executivo entrou na empresa em 1995 e progrediu por meio de diversos cargos e funções. “Temos a honra de ter um líder experiente e maduro como Ronaldo Pereira para continuar a trilhar o sucesso que Antonio Zem vem orquestrando na América Latina nos últimos 15 anos”, disse Mark Douglas, presidente Mundial da FMC Soluções Agrícolas.


Parabéns, Case IH!

A Case IH começou 2017 como o ano de comemorações de seu 175º aniversário, na sede mundial da marca em Racine, estado do Wisconsin, Estados Unidos. Foi à beira do Rio Root que o fundador da marca, Jerome Increase Case (foto), instalou a Racine Threshing Machine Works para produzir uma máquina revolucionária, projetada para acelerar a separação dos grãos após a colheita. “Acho incrível ver até onde o setor agrícola e a nossa empresa chegaram durante os últimos 175 anos, especialmente devido ao fato de que hoje estamos mais fortes do que nunca”, afirma Andreas Klauser, presidente da Case IH. “Ele acreditava que cada peça de um equipamento fabricado por sua empresa precisava cumprir a promessa da marca e cuidava disso pessoalmente. Há um relato de que ele viajou para outro estado para investigar um problema em um produto, mesmo já em idade avançada. Esses princípios continuam nos inspirando e orientando até hoje”.