Notícias da Argentina

 

BOM MOMENTO PARA INVESTIR

Com um ano de governo do presidente Mauricio Macri, o que se viu na Argentina foi a melhora da posição econômica e financeira das empresas agropecuárias. Segundo levantamento do Movimento de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Crea), 56% das companhias ligadas ao setor considera que o atual momento é positivo para investimentos nas atividades agrícola e pecuária. De acordo com o Crea, essa porcentagem é o maior valor desde que iniciou a sondagem com os seus associados, no ano de 2012. A tão castigada atividade leiteira dá sinais de retomada de ânimo. Dos entrevistados da cadeia, 43% consideram o cenário adequado para investir, o que significa 13 pontos percentuais acima do valor da pesquisa anterior, de julho de 2016. O estudo também sugere que poderá ocorrer um aumento na produção de leite em 2017 devido à melhora dos preços do produto. São percepções que acompanham a perspectiva de crescimento da economia argentina nos próximos meses.


RESULTADOS DA BIOTECNOLOGIA

No momento em que o país discute a nova Lei de Sementes, o Conselho Argentino para a Informação e o Desenvolvimento da Biotecnologia (ArgenBio) divulgou uma pesquisa que apresenta os resultados financeiros do uso da biotecnologia nos últimos 20 anos. Segundo estudo do pesquisador Eduardo Trigo, o processo de adoção desses cultivos, desde a introdução da soja tolerante ao glifosato, em 1996, resultou em quase US$ 127 bilhões à economia argentina. Na safra 2015/2016, as sementes geneticamente modificadas ocuparam 24,5 milhões de hectares no país.


RECUO NO CONSUMO DE CARNE

A queda da capacidade aquisitiva da população por culpa da inflação e o recuo do nível geral de atividade e dos postos de trabalho foram os responsáveis pela redução de 6,7% no consumo interno de carne bovina em 2016, segundo informou a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA). O consumo por habitante somou 55,2 quilos no ano. O mercado interno tem representatividade de 90,41% sobre a produção total.


TRIGO

A colheita do trigo seguia com fluidez até meados de dezembro, com os trabalhos ocupando mais de 60% da superfície cultivada. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém sua projeção de safra de 12,5 milhões de toneladas, mas o número poderá mudar devido à falta de chuva que afeta as lavouras em algumas regiões.

SOJA

A falta de chuva atrasou o plantio da safra 2016/2017 em algumas regiões produtoras. Em outras, a escassez de umidade acendeu a luz amarela em lavouras já implantadas. Até meados de dezembro, o plantio da soja apresentava atraso de 15 pontos percentuais, chegando a 62% da área, contra uma média de 77% dos outros anos.

LEITE

Foi criado o Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla), que buscará informações detalhadas do setor e realizará análises baseadas nos mercados interno e externo. O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Agroindústria, Ricardo Negri, explica que “o observatório servirá para tomar melhores decisões e construir coletivamente soluções para os problemas da cadeia”.

CARNE

Entre janeiro e novembro de 2016 foram produzidas 2,398 milhões de toneladas de carne bovina, volume que representa queda de 4,6% sobre o mesmo período de 2015. As exportações cresceram 21,2%, totalizando 229,9 mil toneladas, de acordo com a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA).